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domingo, março 31, 2024

CENTENAS DE EVANGÉLICOS CELEBRARAM ESTA MANHÃ A RESSURREIÇÃO DE JESUS JUNTO AO TÚMULO VAZIO


O sol nascia em Jerusalém quando centenas de cristãos evangélicos se reuniram no Jardim do Túmulo, onde muitos acreditam estar o verdadeiro túmulo onde o Messias Jesus esteve sepultado 3 dias e 3 noites, tal como profetizou, saindo vitorioso no Domingo da Ressurreição e tendo sido visto pelas mulheres que O seguiam e mais tarde pelos Seus próprios discípulos.

"Quem rompe o poder do pecado e das trevas? Cujo amor é poderoso e muito mais forte?" - assim se ouvia cantar esta manhã junto ao túmulo vazio, na reunião que se iniciou pelas 06H30 dirigida por dois pastores e acompanhada por um belo coro de vozes. Mesmo a meio de uma guerra, esta pequena multidão, na sua maioria evangélicos pró-Israel entoava cânticos e orava pelas vítimas da mesma.

A cadeia de TV norte-americana CBN transmitiu a reunião pelo mundo fora, dessa forma permitindo que muitos crentes pudessem acompanhar ou visionar posteriormente este encontro repleto de solenidade e alegria. 

"Penso que para muitos cristãos há um sentimento de que eles agora mais do que nunca querem estar ao lado de Israel, orar por Israel, orar pela paz de Jerusalém" - afirmou o correspondente desta TV em Jerusalém, a capital de Israel. 

"Parece muito mais real, e a minha fé aprofunda-se ao poder ver e experimentar o que a Bíblia fala no lugar onde aconteceu. É realmente um privilégio tremendo, e estar aqui tem na verdade aberto os meus olhos ao contexto das Escrituras" - testemunhou um dos muitos jovens ali presentes esta manhã. 

Entre os presentes contavam-se também dois congressistas norte-americanos que se encontram em visita diplomática a Israel. Após participarem neste culto matinal neste local tão simbólico, os dois ficaram praticamente sem palavras. Segundo um destes congressistas, a comunidade cristã norte-americana permanece ao lado de Israel e fala a favor desta nação. 


"Israel foi atacado. Israel está a responder. Israel é a nação eleita de Deus. Portanto, a minha oração é para que Israel persista."

Shalom, Israel!

quinta-feira, setembro 06, 2018

CRÓNICAS DE UMA MEMORÁVEL EXCURSÃO A ISRAEL - 5ª Parte

JERUSALÉM, 28 DE AGOSTO DE 2018

A manhã estava aprazível. Acalentados pelo farto e variado pequeno-almoço, os 59 participantes da nossa excursão aventuraram-se pelas ruas milenares da capital eterna de Israel, decidindo iniciar o dia com uma paragem junto à Porta de Sião, uma das 8 que dão acesso à cidade antiga de Jerusalém.
As explicações sobre os locais que iríamos visitar não tardaram a preencher a curiosidade e o interesse de muitos dos participantes - não de todos, uma vez que há sempre um punhado de pessoas cujo interesse parece centralizar-se à volta das selfies pessoais e pouco mais... Diante de nós estava um dos portões mais importantes da História recente da capital judaica. Patentes nas paredes sobranceiras estão bem visíveis as marcas das centenas de balas disparadas durante a conquista da Cidade pelas forças judaicas em 1948.

MONTE SIÃO
O  Monte Sião, uma das 7 colinas que rodeiam a Cidade Santa, é ponto obrigatório de visita para judeus e cristãos, uma vez que ali se podem conhecer o túmulo do rei David e o Cenáculo.
Não se sabe ao certo onde se encontra sepultado o grande rei de Israel, pelo que o túmulo que ali se encontra é meramente simbólico, mas lugar de "peregrinação" para os muitos judeus religiosos - homens e mulheres em separado - que ali vêm orar.
Subir à sala do "Cenáculo" é recordar os dois grandes acontecimentos que ali tiveram lugar: a Ceia do Senhor celebrada durante a Páscoa com o Messias Jesus e Seus discípulos, e o lugar onde os 120 discípulos se reuniam quando sobre eles desceu o Espírito Santo durante a manhã da festa judaica das Semanas (Pentecoste), e que iniciou a História da Igreja de Cristo.
Tal como o lugar do túmulo do rei David, o Cenáculo é também um lugar simbólico, de construção antiga, usado pelos cruzados e transformado em santuário pelos muçulmanos, obviamente muito acima do lugar original que, segundo se crê, estará localizado nas imediações.
 
MONTE DAS OLIVEIRAS
Não há lugar mais sensível ao coração dos crentes como o Monte das Oliveiras, de onde se desfruta de uma vista esplendorosa do Monte do Templo e de toda a Cidade de Jerusalém!
Tentar descrever a sensação de estar no lugar onde o nosso Messias tantas vezes dormiu, por onde caminhou, onde ensinou, e onde mais explicitamente decidiu vencer o drama que se Lhe colocava, o da nossa salvação, obrigando-O ao sacrifício mais cruel e injusto alguma vez sofrido por um ser humano, tentar explicar toda essa sensação que se apodera de nós quando ali estamos é um esforço inglório, inútil e apenas conseguido quando ali estamos pisando aquele chão onde se desenrolou o culminar do plano de Deus para a nossa salvação.
Ali pudemos meditar um pouco sobre o futuro, quando o Messias entrar vitorioso por aquela porta oriental - o portão dourado - a única ainda fechada das 8 construídas pelo sultão Sulimão, no século 16. Sabemos pelas Escrituras que Jesus descerá triunfalmente pelo Monte das Oliveiras e entrará pela porta oriental, até à Sua Cidade, estabelecendo ali o Seu trono de paz e de justiça e dando início ao Seu Reino Milenar.
Do cimo do Monte das Oliveiras tem-se uma vista privilegiada da cúpula de várias igrejas e do maior cemitério judeu do mundo.

JARDIM DO GETSEMANE - Neste recanto do jardim privado foi-nos permitido estar uma hora, que dividimos entre uma meditação dirigida pelo Pr. Carlos Cerqueira e por um tempo de oração a sós ou em pequenos grupos. São estes momentos de oração no Jardim do Getsemane, rodeados de oliveiras e de outra vegetação que marcam para sempre as nossas memórias, pois não são poucas as pessoas que já viram as suas orações feitas naquele lugar respondidas num curto espaço de tempo, havendo até relatos de pessoas que se converteram a Jesus ali mesmo, no lugar onde Ele orou a nosso favor.
 
INSTITUTO DO TEMPLO
A tarde merecia algo mais leve e contemplativo. Era chegada a altura de conhecer o que está a acontecer no sentido material para a concretização do grande sonho de muitos judeus: a construção do Terceiro Templo de Jerusalém!
E, apesar do cansaço visível em alguns dos mais velhos do grupo, lá conseguimos ascender os degraus que nos levaram até ao "Instituto do Templo", para uma visita muito interessante e demonstração dos materiais usados no antigo Templo e já preparados para dar entrada no próximo que aquela organização religiosa espera ver construído muito em breve!
Para os apaixonados por escatologia bíblica, visitar o Instituto do Templo é como deixar uma criança numa loja de doces, tal é o fascínio daquilo que é a aprendizagem teórica nos bancos da Escola Dominical e das Escolas Bíblicas e que agora se torna real e patente diante dos nossos olhos, desde as vestes sacerdotais aos utensílios usados para os sacrifícios no Tabernáculo e no Templo de Jerusalém. 
 
Caminhando pelas ruas do bairro judaico, deparámos com o grande menorah, ou candelabro de ouro, exposto diante da bela sinagoga de Hurva, e percorremos ainda parte do famoso "cardo romano", o piso original da Cidade nos dias do império romano, portanto de Jesus.

TÚMULO DO JARDIM
Nada melhor para encerrar o dia do que descansar neste belo jardim, propriedade de uma associação cristã evangélica, onde se situa um túmulo escavado na pedra, que tudo leva a crer datar do 1º século, próximo a uma enormíssima cisterna onde cabe literalmente 1 milhão de litros de água, e onde se pode também encontrar um lagar de uvas e uma propriedade que se depreende ter pertencido a um homem rico, talvez José de Arimatéia. Muitos sinais indicadores levam a acreditar que terá sido ali mesmo que o Messias foi sepultado durante 3 dias, tanto mais que mesmo a escassas dezenas de metros se encontra um grande rochedo, com sinais claros de parecenças com uma caveira, e que era local de apedrejamento nos dias do Senhor. 

Não tendo a certeza de que foi mesmo ali que o Senhor Jesus foi sepultado, a grande e incontestável verdade é que o túmulo está vazio, tornando-se assim um lugar de visita obrigatória para a celebração da Ceia do Senhor. E assim fizemos nós também, lembrando a morte e a ressurreição do Messias como base essencial e incontornável da nossa fé.
Mais uma vez liderados pelo capelão brasileiro João Batista, o grupo pôde ouvir as explicações e entrar no túmulo, para mais tarde se dirigir a um dos espaços protegidos pelas acolhedoras sombras para a celebração do memorial da Ceia do Senhor.

Foi na verdade um dia exaustivo, mas compensador e repleto de memórias que agora já inundam as nossas mentes...

Continua...


sábado, janeiro 28, 2017

MESMO COM CHUVA E FRIO, JERUSALÉM ESTÁ INUNDADA DE VISITANTES CRISTÃOS

Mesmo com a chuva intensa e fria que se tem abatido sobre Jerusalém, chegando a transformar-se em flocos de neve, nada consegue deter o amor e carinho que milhões de cristãos têm por esta Cidade, a única escolhida por Deus para Sua habitação.
Temos nestes dias visto a Cidade inundada de caravanas de cristãos oriundos do Brasil, México, Coreia do Sul, Malásia e muitos outros países. Amanhã mesmo haverá uma celebração no Jardim do Túmulo com mais de 400 evangélicos brasileiros.

Jerusalém é realmente o foco da atenção mundial para os políticos, mas muito mais ainda para todos aqueles que entendem pela Bíblia que é aqui o foco e o epicentro da acção do Eterno Deus ao longo da História, e também do futuro próximo.
 
A oliveira é a árvore mais resistente que se conhece. Ela resiste às maiores intempéries, ela não sucumbe ao passar dos séculos, e mesmo na sua longevidade sempre produz fruto maravilhoso. Fruto esse, que quando esmagado alimenta, ilumina e purifica.
 
Nenhuma outra árvore poderia melhor simbolizar Israel, uma nação que, ao contrário de tantos outros povos ancestrais, continua a existir, resistindo aos maiores ataques da História e às mais inimagináveis maldades que contra ela têm sido cometidos. E mesmo assim, após séculos de dispersão, genocídios e progroms, este povo eleito voltou à sua Terra, transformou-a num oásis, e voltou a ser uma bênção para todos quantos entendem que a coisa mais inteligente que se pode fazer é perceber e acolher com gratidão aquilo que de tão bom Deus tem estado a produzir para o mundo através desta gente.
No sentido espiritual, a dependência dos cristãos de Israel é ainda maior. O verdadeiro cristão provém de Israel, nasceu espiritualmente em Jerusalém, e a sua seiva espiritual provém do facto de pela misericórdia de Deus ele ter sido enxertado como ramo bravo na oliveira, de onde recebe todas as bênçãos oriundas das promessas do Senhor feitas aos patriarcas, e transmitidas pelos Seus santos profetas e apóstolos.
Devemos tudo a Israel, incluindo o próprio Messias Jesus, descendente de Abraão e de David, e identificado com a tribo de Judá. Foi Ele mesmo que afirmou que a salvação procede dos judeus, ou seja: eles foram o veículo através do qual a salvação e o Salvador chegaram até nós. Receber o Salvador Jesus Cristo na nossa vida é participar da Sua família e tornar-se participante de toda a herança espiritual que daí advém.
 
O Menorá - candelabro - representa entre outras coisas a presença de Deus no meio do Seu povo. Os seus 7 braços simbolizam a plenitude de tudo aquilo que o Senhor Deus pode conceder ao Seu povo, em cada um dos 7 dias da semana que Ele criou para nós.
Ao escolher o Menorá como símbolo de Israel, o povo judeu não desprezou a sua História nem a intervenção de Deus na mesma.
O candelabro traz luz, mas essa Luz - Jesus - precisa de brilhar nos corações e entendimentos deste povo tão marcado pela perseguição ao longo de tantos séculos sofrida às mãos de alegados cristãos que, à sombra de uma cruz material se julgaram no direito de massacrar todos quantos não se curvassem aos seus dogmas isentos do amor e da misericórdia que a verdadeira Cruz deveria significar para eles.
Orar por Israel, é em primeiro lugar rogar ao Messias Salvador Jesus que Se revele aos corações daqueles que buscam o Pai com sinceridade, mas ainda sem entendimento. Mas para orar, temos de primeiramente amar, e amar significa compreender, estar ao lado, partilhar, abençoar este povo tão necessitado do amor sincero, genuíno, despretensioso e desinteressado dos verdadeiros cristãos.
 
Porque Israel tem futuro! Pela profecias reveladas por Ezequiel, percebemos que a restauração de Israel para estes "últimos dias" passaria inicialmente pelos "ossos, músculos e carne", ou seja, a restauração física, o retorno à Terra e a restauração inicial da mesma com tudo quanto a isso diz respeito.
Só depois virá a restauração espiritual, a conversão daqueles que reconhecerão que o seu Messias afinal já esteve cá, já expiou os pecados de Israel, já lhes concedeu o perdão e a possibilidade de serem re-enxertados na oliveira que lhes pertence, e da qual nunca se deveriam ter espiritualmente afastado.
 
A celebração emotiva e abençoada que esta manhã realizámos junto ao lugar do Calvário e do túmulo vazio de Jesus, com a exposição da Palavra do Salmo 22, com as orações ungidas, os cânticos vibrantemente entoados e o partir e o repartir do pão e do fruto da vide tem a ver com tudo isso. Tem a ver com a aliança que o Messias Jesus fez aqui em Jerusalém, há quase 2 mil anos, através da entrega do Seu corpo e do derramar do Seu sangue redentor, cumprindo aquilo que o profeta Jeremias havia anunciado alguns séculos antes ao povo de Israel.

Esta nova aliança oferecida pelo Messias de Israel ao Seu povo passou também a todos nós, aqueles que, não sendo judeus pela carne, recebem mesmo assim a mesma fé de Abraão nos seus corações, e que agora recebem a bênção que através dele chegou ao mundo: Jesus, o Salvador, identificado como Rei dos judeus, o Filho de Deus que veio pagar o preço dos nossos pecados, substituindo-nos no verdadeiro e aceitável sacrifício, oferecendo-Se como ofertante e como oferta no altar, e realizando uma obra perfeita, completa e de valor eterno!
 
Foi nesta Cidade que tudo isto aconteceu. É para esta Jerusalém que em breve Ele irá regressar, não mais para ser humilhado, desprezado e crucificado, mas para estabelecer o Seu Reino de paz, justiça e prosperidade universais!
E, tal como Ele nos ensinou a orar, nós, aqui em Jerusalém, na "Cidade do Grande Rei", elevamos os nossos olhos para os céus, e clamamos: "Venha o Teu Reino, seja feita aqui a Tua vontade como está sendo feita nos Céus."
 
Shalom, Jerusalém!