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quarta-feira, agosto 19, 2020

"NETANYAHU ENGANOU-NOS SOBRE A ANEXAÇÃO" - PROTESTAM OS RESIDENTES DA JUDEIA E SAMARIA

Líderes das comunidades judaicas nas regiões bíblicas da Judeia e Samaria acusam o primeiro-ministro de os ter enganado em relação ao velho sonho de anexação de partes daquelas regiões como moeda de troca no acordo de normalização das relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos.
"Ele enganou-nos, defraudou-nos, iludiu-nos" - afirmou David Elhayani, líder do Conselho de Yesha, a principal organização representativa dos residentes.
A raiva destes residentes pode criar um problema para Netanyahu, líder da direita, que eles acusam de ter repetidamente fazer pairar a ideia da anexação, para simplesmente tombar perante a pressão internacional quando os termos do acordo com os Emirados exigiram que ele recuasse nas suas promessas.
"Foi uma grande desilusão. Era uma oportunidade de vida, uma oportunidade de ouro que o primeiro-ministro perdeu porque lhe faltou a coragem" - afirmou Elhayani, acrescentando: "Ele perdeu-a. Tem de ir embora."
Os assentamentos nas regiões da Judeia e Samaria, conhecidas internacionalmente como Margem Ocidental, variam, desde um agrupamento de pessoas vivendo dentro de caravanas no cimo de colinas a extensas cidades, foram construídos por sucessivos governos em terras capturadas durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Cerca de 450.000 judeus vivem no meio de 3 milhões de palestinianos na Margem Ocidental, com mais 200.000 a viver em Jerusalém Oriental. A maior parte dos países vêem estes assentamentos como ilegais, uma visão contestada por Israel e pelos Estados Unidos.
Netanyahu havia prometido a extensão da soberania israelita sobre estes territórios durante a sua última campanha eleitoral, acrescentando no entanto que precisava de luz verde por parte de Washington.
A luz verde pareceu surgir com o plano para o Médio Oriente proposto por Donald Trump divulgado em Janeiro, e que visionava a aplicação da soberania de Israel  - anexação de facto - aos 120 assentamentos em cerca de um terço do território da Margem Ocidental.
Mas quando Trump anunciou na semana passada o acordo com os Emirados Árabes Unidos, ele afirmou que a anexação estava "fora da mesa."
As sondagens têm favorecido o governo israelita por este acordo com os Emirados, mas as lideranças das comunidades na Margem Ocidental têm uma influência política significativa, tendo constituído até agora uma base de apoio eleitoral para Netanyahu. 
Netanyahu tem entretanto manter o apoio desses  apoiantes, afirmando que a soberania "não está fora da agenda." Prometeu ainda: "Iremos aplicar a soberania", acrescentando que a Casa Branca havia apenas pedido uma suspensão.
Mas muitos líderes não acreditam.
E alguns até acusam Netanyahu de os andar a enganar há anos. Para eles, qualquer palestiniano naquelas terras "é demais", e a ideia de um estado palestiniano "um anátema."
Daniella Weiss, líder no assentamento de Kedumim, afirmou: "Não penso que a nação judaica precise de ceder qualquer um dos seus tesouros, qualquer parte...do nosso lar, para um acordo de paz."

Shalom, Israel!


sexta-feira, julho 03, 2020

TRUMP PODERÁ PERDER O VOTO EVANGÉLICO SE NÃO APOIAR O PLANO ISRAELITA DE EXTENSÃO DA SOBERANIA À JUDEIA E SAMARIA

Entre os destacados líderes evangélicos norte-americanos que apoiam Israel destaca-se o Dr. Mike Evans, fundador do notável museu "Museu dos Amigos de Sião", em Jerusalém, visitado anualmente por mim e por muitas centenas de evangélicos (e não só) do mundo inteiro.
É portanto uma figura respeitada tanto no meio judaico em Israel, como no evangélico.
Elogiando a administração norte-americana pelo seu apoio a Israel, este actual impasse em avançar com o suporte a Israel para que legalize a extensão da sua soberania sobre esses territórios bíblicos pode custar a Trump a desejada reeleição, uma vez que uma grande base do apoio de Trump vem dos fundamentalistas evangélicos, alega Mike Evans.
Vários líderes evangélicos norte-americanos imploraram a Donald Trump para que avance com a iniciativa, alertando-o sobre o preço a pagar caso não o faça. E o preço é perder uma grande parte do eleitorado evangélico.
Referindo-se aos evangélicos norte-americanos, o Dr. Evans afirmou: "O nosso apoio é crucial, e ele (Trump) não pode ganhar sem nós. Nós apoiamos a 100% a aplicação da soberania de Israel à região. Este nosso apoio não se iniciou com Trump, mas com a nossa Bíblia, porque acreditamos que Deus decidiu aplicar a soberania há milhares de anos e disse-o aos profetas do povo judeu."
Evans deu a entender que há vários conselheiros presidenciais a sugerirem a Trump que retire o apoio.

"A coisa pior que o presidente pode fazer durante uma eleição é anunciar a sua rejeição do reconhecimento da Terra da Bíblia, uma vez que todos os evangélicos se unem à volta da Bíblia onde ela afirma que Deus abençoa quem abençoar Israel" - afirmou Evans, que esta semana viajou aos Estados Unidos para se encontrar com o secretário de estado Mike Pompeo par o galardoar com uma medalha pelo seu apoio a Israel, tendo ambos abordado uma forma de se avançar com o plano da extensão da soberania israelita aos territórios bíblicos da Judeia e da Samaria. 
Pompeo é uma figura respeitada dentro da família evangélica norte-americana, sendo ele próprio também evangélico e um forte apoiante da extensão da soberania israelita aos territórios.
"Acredito que Trump dará luz verde a Netanyahu para avançar com a anexação, uma vez que tem uma eleição daqui a quatro meses" - afirmou Evans, acrescentando que o arraial evangélico apoia o plano de Israel em "anexar" cerca de 30% da Judeia e Samaria, conhecidas como "Margem Ocidental."
"Perder territórios bíblicos é algo muito sério para o presidente. O presidente Trump é um homem muito corajoso que não se deixa comprar, ele nunca se dobra. O presidente percebe que a Bíblia não é ilegal, e nós queremos que ele o afirme. Ele não teria vencido as eleições sem nós. Nestes três anos e meio ele fez mais do que esperávamos, e acreditamos que não irá mudar. Quando se encontra debaixo de pressão, é aí que ele recebe mais energia."
Questionado sobre a possibilidade de Israel rejeitar um pedido do presidente para implementar o processo por fases, Evans respondeu que não acreditava nem por um só segundo que Trump "resista ao plano de anexação."
"Se eu fosse Netanyahu, teria impulsionado uma declaração por uma total soberania antes das eleições. Eu não quereria acordar com um presidente democrata a trazer um inferno a Israel" - concluiu Mike Evans.

Shalom, Israel!