Durante a sua visita ao enclave costeiro, Louis Michel, responsável pela ajuda da União Européia na Faixa de Gaza, acusou o Hamas de "agir como um movimento terrorista" e de "ter uma enorme responsabilidade por aquilo que aqui aconteceu", pedindo ainda a Israel para abrir as passagens de forma a poder entrar mais ajuda humanitária.Louis Michel estava entre os primeiros responsáveis estrangeiros a entrar na Faixa de Gaza desde 2007, e apesar de a União Européia e outros poderes ocidentais incluir o movimento Hamas na sua lista de grupos terroristas, os seus comentários têm especial relevo dias depois da ofensiva israelita que matou 1300 palestinianos.
Michel ecoou as críticas israelitas de que o Hamas utilizou civis como "escudos humanos" ao lutar em áreas populacionais e descrevendo os rockets disparados contra Israel como "uma provocação".
O Hamas já reagiu, dizendo-se "chocado" com estes comentários.
Entretanto, o antigo presidente norte-americano e detentor dum prémio Nobel para a Paz, Jimmy Carter, afirmou numa entrevista à cadeia de TV NBC que "pode-se confiar no Hamas". Para ele, o facto de o Hamas ter aderido ao cessar-fogo já é um sinal da confiabilidade deste movimento.
Carter tem estado nestes últimos anos a fazer uma campanha contra Israel, colocando-se sempre ao lado dos palestinianos. O seu anti-semitismo tem revoltado muitos em Israel e não só, e para alguém com a experiência e idade dele será um sinal de senilidade ou, mais provavelmente, uma traição aos valores que ele se propõs defender quando presidente dos EUA.
Shalom, Israel!

































