A cidade de Kiryat Shmona, na fronteira Norte de Israel com o Líbano foi uma das mais afectadas pela destruição durante a recente guerra com o Hezbollah que não se cansou de disparar rockets contra a cidade. A Casa de Oração da congregação que ali se reunia, e que tinha sido recentemente inaugurada, foi quase destruída com um desses mísseis inimigos, mas a congregação permaneceu firme, fazendo um trabalho extraordinário de assistência social, fornecendo refeições quentes diárias aos militares israelitas ali posicionados, dessa forma dando um testemunho do amor de Jesus para com o Seu povo.
Agora que a congregação regressou, houve um aumento de 60% no número de membros. Os membros da congregação tiveram de evacuar da localidade, mudando para diversas localidades diferentes mais a Sul do país.
Nas palavras do pastor Israel Iluz "Éramos cerca de 50 quando a guerra começou. Hoje somos mais de 80, e as pessoas continuam a vir." E acrescentou: "Somos como que uma família. Há algo que nos tem estado a ligar uns aos outros com muito boa comunhão. Partilhamos refeições e muitas vezes também o jantar do Shabat." Mas mais do que isso, a congregação fornece entre 600 a 700 refeições aos soldados e a quem necessitar durante o Shabat.
A distribuição de refeições desenvolveu-se a partir do restaurante do seu filho Yonatan, acabando por se tornar num enorme empreendimento alimentando gratuitamente centenas de pessoas todos os dias, muito por força da ajuda de voluntários.
O facto de os soldados entrarem e saírem da Casa de Oração deu oportunidade a que se pudesse ministrar aos mesmos. Segundo o pastor, "Não sei quantas conversas e quantas oportunidades tivemos, mas foi maravilhoso."
Enquanto famílias fugiam da cidade devido à guerra e os fornecedores se recusavam a fazer entregas na área atingida, cristãos de todo o mundo vieram para ajudar como voluntários: "Só o facto de ver voluntários sentados com soldados foi inacreditável, ao mesmo tempo que os israelitas não podiam ou não queriam vir."
"Foi um grande encorajamento. Tantas pessoas que vieram ajudar enquanto os rockets voavam e faziam círculos por cima de nós. E um dos rockets caiu perto da igreja, mas graças a Deus ninguém ficou ferido."
"Tem sido uma grande experiência ver o Corpo do Messias, não apenas o Corpo local, mas o Corpo internacional do Messias juntar-se para uma ocasião destas." Iluz acredita que o foco no serviço ajudou a congregação a lidar emocionalmente com a guerra: "E penso que tem sido uma grande chave para nós como congregação para a cura, restauração, cura, alegria e confiança."
Mas os desafios continuam: "Está tudo fechado". Só 75% dos cerca de 25 mil residentes é que regressaram...É um pouco frustrante ver tantas lojas e centros comerciais ainda fechados." Os residentes, por seu lado, sentem-se abandonados pelo governo, que acusam de nada estar a fazer por eles.
Durante os ataques do Hezbollah, morreram 46 civis e 80 militares e reservistas, já para não mencionar os enormes estragos nas casas e edifícios.
"Não é fácil, mas para nós, como congregação, posso dizer que tivemos uma grande experiência que o Senhor nos deu, e uma grande oportunidade" - afirmou o pastor com gratidão, acrescentando que a relação deles com Jesus poupou-os a uma enorme dose de medo, frustração e trauma que outros experimentaram: "Colocamos a nossa esperança como cidadania, nossos valores, o nosso tudo - tudo vem d'Ele."
Até mesmo alguém que se opunha às actividades da congregação, postando um vídeo deveras negativo, recebeu muitas críticas em retorno, com afirmações do tipo: "Tem vergonha! Tu estavas em Eilat e em Tel Aviv durante a guerra, enquanto estas pessoas ficaram aqui para nos servir!" A cidade e a sua população ficou bem consciente daquilo que estava sendo feito pela congregação.
Quando questionado se se sentem agora seguros, Iluz respondeu: "Não, não me sinto seguro", e acrescentou que muitos não regressarão com o Hezbollah ali ao lado, do outro lado da fronteira. "Muita gente recusa voltar a esses lugares. Em Metula, muitos estão a vender as suas propriedades, e está tudo morto" - afirmou o pastor, com tristeza, acrescentando no entanto: "Mas mais uma vez, quanto a nós, como congregação, graças a Deus, aqui está algo de bom, mesmo nesta altura. Ninguém saiu da nossa congregação. Dou graças a Deus por isso. Ninguém partiu. Todos regressaram. E, como congregação, tal como já disse, crescemos durante este tempo. Por isso, é um grande encorajamento."
Shalom, Israel!


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