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quinta-feira, setembro 03, 2020

DESCOBERTA IMPRESSIONANTE EM JERUSALÉM

Arqueólogos israelitas descobriram capitéis de grandes colunas de um palácio da época do Primeiro Templo de Jerusalém, que expuseram ao público esta manhã pela primeira vez. 
A identidade do dono desta impressionante mansão em Jerusalém - de onde se desfrutaria de uma fabulosa vista da Cidade velha e do Templo - continua sendo um mistério, mas os arqueólogos conseguiram datar os achados até à época dos reis da Judeia.

Os achados incluem três capitéis completos de tamanho médio e outros itens de armações de janelas do palácio.
O design dos capitéis é impressionantemente familiar aos israelitas, pois é o mesmo que adorna as moedas de 5 shekels do moderno estado de Israel, em tributo à era do Primeiro Templo. 

"Esta é uma descoberta muito empolgante" - partilhou Yaakov Billig, membro da Autoridade para as Antiguidades de Israel. "Esta é a primeira vez que se descobrem modelos reduzidos dos gigantescos capitéis proto-aeolianos, do tipo até agora achado nos reinos de Judá e de Israel, onde eram incorporados por cima dos portões dos palácios reais. O nível da arte nestes capitéis é o melhor até agora visto, e o grau da preservação dos itens é raro."

Os peritos acham que a residência foi construída entre os reinados de Ezequias e Josias, após ter sido levantado o cerco assírio à Cidade. Segundo Billig, os residentes de Jerusalém aventuraram-se para fora das muralhas da Cidade de David e expandiram a Cidade.
"Para além do palácio anteriormente encontrado em Ramat Rachel e do centro administrativo achado nas encostas de Arnona, este achado comprova um ressurgimento da vida na Cidade, alargando a sua extensão para além das muralhas da Cidade de David depois do cerco assírio, que terminou em 701 a.C." - informou o arqueólogo.
"Temos encontrado villas, mansões e edifícios governamentais nas áreas não muralhadas fora da Cidade, e isso comprova o alívio sentido pelos residentes da Cidade depois que o cerco foi levantado."

As três colunas e outros restos do edifício estão agora expostos no centro arqueológico da Cidade de David.
Para os arqueólogos envolvidos nesta descoberta, este é "um achado único" de vida, tendo em vista que são peças trabalhadas em ambos os lados, com cerca de 2.700 anos e ligadas à dinastia davídica. 

Shalom, Israel!

segunda-feira, outubro 07, 2019

ARQUEÓLOGOS ISRAELITAS DESCOBREM GRANDE CIDADE CANANITA NO NORTE DE ISRAEL

A Autoridade para as Antiguidades de Israel informou ter sido descoberta em Sharon, a Norte da região de Tel Aviv uma cidade cananita com 5 mil anos, chamada En-Esur, tornando-se na maior cidade da época do bronze até agora descoberta em Israel.
A cidade cananita estende-se por uma área de cerca de 650.000 metros quadrados, e alojaria na época umas 6 mil pessoas. Esta "grande" cidade (para a época), está adjacente a uma outra muito mais pequena, com uns 7 mil anos de idade.
A escavação foi liderada pelos arqueólogos da AAI, Itai Elad e pelos drs. Yitzhak Paz e Dina Shalem, à frente de uma equipa de 5.000 voluntários. Os arqueólogos acreditam terem apenas escavado 10% da cidade.
As escavações trouxeram à luz do dia um cemitério, um muro fortificado, e os restos de edifícios públicos e privados.
Foram também encontradas dezenas de ferramentas primitivas, pedaços de cerâmica, e vasos feitos de pedra basáltica. Foram também achados alguns figurinos interessantes, tais como o de uma cabeça humana e um outro com um homem de mãos levantadas e um animal ao seu lado.
Foram também descobertos no centro da cidade de En-Esur os restos de um enorme templo, incluindo uma enorme bacia em pedra e vários ossos de animais queimados, o que prova a prática de ofertas sacrificiais com animais. 

Shalom, Israel!


terça-feira, julho 16, 2019

IMPRESSIONANTE DESCOBERTA DE UMA POVOAÇÃO COM 9 MIL ANOS PERTO DE JERUSALÉM VAI ALTERAR OS PARADIGMAS HISTÓRICOS!

Israel é um país de constantes e inesperadas surpresas. E quando se trata de arqueologia, o inesperado torna-se a prática diária...!
Esta descoberta, porém, ultrapassa tudo aquilo que até agora se conhecia, "obrigando" os historiadores a reverem todos os seus manuais e a recuarem o tempo das primeiras e reconhecidas presenças humanas na Terra de Israel.
Nunca se pensava que esta região próxima a Jerusalém fosse povoada já desde há 9 mil anos, pelo que agora todos os manuais de História terão de ser corrigidos e actualizados em função desta nova e impressionante descoberta.

ALDEAMENTO NEOLÍTICO
Seguindo os parâmetros legais habituais em Israel, de cada vez que se rompe uma nova estrada ou se inicia uma nova construção, é obrigatória a presença de peritos ou arqueólogos que, analisando o subsolo escavado, acabam muitas vezes por encontrar vestígios de ruínas ou achados dos tempos bíblicos, ou de épocas posteriores.
Desta vez, porém, foi diferente. Ao acompanharem as escavações para uma nova auto-estrada a construir a 5 quilómetros de Jerusalém, os arqueólogos deram conta de uma imenso povoado neolítico, o maior até agora encontrado em Israel e no Levante.

Este sítio já em escavações terá 9.000 anos e está localizado perto da cidade de Motza. A descoberta é tão impressionante, que os arqueólogos já a consideram como o "big bang" das pesquisas dos povoados pré-históricos, em função da sua dimensão e da preservação da sua cultura material.

UM "GRANDE DESAFIO"
Segundo Jacob Vardi, co-director das escavações em Motza sob a direcção da Autoridade para as Antiguidades de Israel, "este é um grande desafio, um sítio (arqueológico) que mudará por completo o nosso conhecimento sobre a época neolítica." 
Alguns peritos internacionais já consideram a necessidade de fazerem revisões nos seus trabalhos de pesquisa. 
"Até agora acreditava-se que a região da Judeia estava vazia, e que sítios desta dimensão existissem apenas no outro lado do rio Jordão, ou no Levante Norte. Em vez de uma área desabitada nesse período, encontrámos um sítio complexo, onde existiam vários meios de subsistência, e tudo isto a apenas algumas dezenas de centímetros abaixo do solo" - afirmou Vardi.

O sítio populacional tem cerca de 500 metros de uma ponta à outra, calculando-se que albergaria uns 3.000 habitantes. Em termos actuais, a Motza pré-histórica seria comparada à estrutura actual de uma Tel Aviv ou de uma Jerusalém - uma verdadeira metrópole.
O povo que vivia neste povoado teriam ligações comerciais e culturais com outras populações espalhadas à volta, incluindo a Anatólia, que é de onde são oriundos vários artefactos obsidianos descobertos no local. Outros materiais escavados denotam a realidade de intensa caça, criação de gado, e agricultura. 
"A sociedade encontrava-se do seu auge" - afirmou o co-responsável Khalaily, acrescentando que aquela sociedade se especializava cada vez na criação de ovelhas.

MILHARES DE OBJECTOS PRÉ-HISTÓRICOS
Para além de ferramentas pré-históricas, tais como milhares de pontas de flecha, machados, foices e facas, foram também encontrados armazéns contendo grandes quantidades de legumes, especialmente lentilhas. 
"O facto de as sementes terem sido preservadas é impressionante, tendo em vista a idade do sítio arqueológico" - afirmaram os arqueólogos.
Além dessas ferramentas utilitárias, foram ainda encontradas algumas pequenas estátuas, incluindo uma figura em barro de um boi, e uma face humana.

"Milhares de anos antes da construção das pirâmides, aquilo que vemos no período neolítico é que mais e mais populações passavam a viver em povoados permanentes" - disse Vardi, acrescentando: "Eles migravam menos e dedicavam-se cada vez mais à agricultura."
Dentre a arquitectura descoberta nas escavações encontram-se grandes edifícios que mostram sinais de terem sido habitados, bem como aquilo que os arqueólogos identificam como salões públicos e lugares destinados ao culto. 
A ordem e organização das construções demonstra "um avançado nível de planeamento", tendo-se até descoberto que o gesso já era por vezes utilizado para fazer pisos e para o isolamento de compartimentos. 
Os arqueólogos encontraram também alguns túmulos. Segundo um dos arqueólogos, a meio de uma camada datada de há 10 mil anos encontrámos um túmulo de há 4 mil. "Neste túmulo há dois indivíduos - guerreiros - que foram sepultados juntos com uma adaga e uma ponta de flecha" - informaram os arqueólogos.
E acrescentaram: "Há também um achado impressionante de um burro inteiro, domesticado, sepultado diante do túmulo, provavelmente quando o fecharam." Segundo Vardi, o burro aparentava estar ali para ser usado pelos guerreiros no mundo vindouro.

TUDO DOCUMENTADO EM 3-D
Cada uma das estruturas arquitectónicas está sendo documentada através da modelagem em 3-D.
"Quando terminarmos a escavação aqui" - afirmou Vardi - "vamos poder continuar a pesquisar o sítio no laboratório", acrescentando que esta é uma utilização tecnológica sem precedentes. 
"Para além disso, a Autoridade para as Antiguidades de Israel planeia contar a história do sítio através de uma exibição e de ilustrações. Na Tel Motza, adjacente a esta escavação, estão sendo preservadas ruínas arqueológicas para o público em geral, e as actividades de conservação e de acessibilidade prosseguem em Tel Bet Shemesh e em Tel Yarmut" - informa o comunicado da AAI.

Shalom, Israel!