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segunda-feira, setembro 01, 2025

ARQUEÓLOGOS ISRAELITAS ACREDITAM TER DESCOBERTO BETSAIDA, A CIDADE NATAL DO APÓSTOLO PEDRO


Uma equipa de arqueólogos israelitas liderados pelo professor Mordechai Aviam, do Colégio Kinneret, pensa ter encontrado as ruínas de Betsaida, a antiga cidade natal do apóstolo Pedro e local onde segundo o Novo Testamento Jesus realizou muitos milagres. 

Esta descoberta inesperada foi o resultado de um grande incêndio de 3 dias que pôs a nu as ruínas de el-Araj, na parte Norte do Mar da Galiléia. Segundo Aviam, el-Araj é a antiga cidade bíblica de Betsaida. 


"O fogo ajudou-nos bastante no reconhecimento deste sítio" - declarou o arqueólogo.

"Após o incêndio, realizámos um reconhecimento do terreno e percebemos que o sítio era bem maior do que pensávamos" - afirmou, acrescentando: "Identificámos ruínas de casas privadas, bem como elementos arquitectónicos típicos de edifícios públicos, incluindo bases de pilares, dois capitéis coríntios, dois capitéis dóricos, e várias cornijas".


Aviam acredita que as antigas ruínas podem ser datadas dentro do período romano, quando Jesus viveu em Israel. A sua avaliação baseia-se no estilo arquitectónico das ruínas descobertas no local. O professor defende ainda que as ruínas alinham-se com a descrição feita sobre a antiga localidade pelo historiador do 1º século, o judeu romano Flávio Josefo na sua obra "Antiguidades dos Judeus."

"Filipe (filho de Herodes o Grande) promoveu a aldeia de Betsaida, situada no lago de Genesaré, à posição de cidade, tanto pelo seu número de habitantes, como pela sua grandeza, tendo-lhe dado o nome de Julias, o mesmo nome da filha de César" - assim reza um excerto da obra de Flávio Josefo. 

"À luz do que Flávio escreveu, Betsaida não poderia ter sido uma pequena aldeia" - afirmou Aviam.


As escavações têm estado a ser realizadas na região em colaboração com um geógrafo histórico norte-americano. 


O arqueólogo revelou que a sua equipa descobriu uma antiga inscrição grega dedicando a Igreja ao "Cabeça e Líder dos Mensageiros Celestes", e "Guardador das Chaves" - referências tradicionais a São Pedro. 

Apesar dos fortes indicativos da descoberta, Aviam é mesmo assim cauteloso nas suas conclusões: "Não temos a prova de que esta era a casa de Pedro, mas os construtores podem ter acreditado ser esta a casa de Pedro e André. É exactamente como em Cafarnaum, onde a igreja foi construída por cima do que se considera ter sido a casa de Pedro. Pedro nasceu em Betsaida, mas mudou-se depois para Cafarnaum, de onde era a sua esposa."


"A aldeia judaica foi abandonada entre os séculos terceiro e quarto, talvez por causa da subida das águas do lago que terão causado inundações. Mais tarde, no século 5º, os primeiros cristãos que chegaram ao sítio identificaram-no como sendo Betsaida e iniciaram a construção da igreja."

Aivam explicou a complexidade dos desafios que os arqueólogos enfrentam quando tentam "destapar" o passado: "A arqueologia é uma ciência da destruição, pois que quando expomos algo, isso começa a deteriorar-se. Por isso, se já tivermos as respostas de que necessitamos, estamos já certos que as estruturas são do período romano, entre o 1º século a.C. e o 1º século d.C., pelo que não precisamos de escavar mais casas para o provar."

O incêndio de há dias que permitiu a descoberta destas ruínas lavrou pelas mesmas, mas, para espanto de muitos, parou junto às ruínas da igreja! Os contentores que ali se encontravam ficaram calcinados, mas as ruínas da antiga igreja foram poupadas!

Shalom, Israel!

segunda-feira, março 24, 2025

NOVA DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA EM MEGIDDO COMPROVA NARRATIVA BÍBLICA


"A Bíblia tem sempre razão"
- é uma frase por demais repetida de cada vez que uma nova descoberta arqueológica vem comprovar a veracidade das narrativas bíblicas. E elas são muitas! 

Desta feita foram as novas escavações a decorrer em Megiddo que vieram dar crédito à narrativa bíblica da batalha ali travada entre o rei judeu Josias e o faraó egípcio Neco II, ocorrida há cerca de 2.600 anos, tal como se encontra registado em 2 Reis 23.29.

Josias foi um dos últimos reis de Judá e tornou-se conhecido pelas suas reformas religiosas e devoção a Deus. Ele tentou restaurar o culto a Jeová e eliminar práticas idólatras tão comuns na época entre o povo judeu. 

Segundo o relato bíblico, Josias cometeu o grave erro de se envolver numa guerra que não lhe pertencia, ao confrontar o poderoso exército egípcio do faraó Neco II na cidade de Megiddo. 

O nome da antiga cidade deu origem ao nome "Armagedom" - Har Megiddo - que significa de facto: Monte Megiddo. Segundo a profecia no Livro da Revelação do Apocalipse é naquele local que se realizará a grande batalha em que o Anticristo e o Falso profeta serão derrotados juntamente com os muitos exércitos que ali se reunirão.


Estas actuais descobertas revelam a presença de forças militares egípcias na região por ocasião da época da morte do rei Josias, por volta do ano 609 a.C. - 2 Reis 23.29.

A análise de fragmentos de cerâmica egípcia e grega encontrados numa camada arqueológica da época indica que Megiddo foi ocupada pelos egípcios, que habitualmente faziam uso de mercenários gregos nas suas tropas. O estudo foi acompanhado por Israel Finkelstein, arqueólogo da Universidade de Haifa e da de Tel Aviv.


Devido à sua posição estratégica, Megiddo era um local importante de passagem de rotas comerciais e militares, tendo sido campo de muitas batalhas no passado, tendo também sido ocupada por diversos povos ao longo da História. As escavações que ali têm sido realizadas revelaram mais de 20 camadas arqueológicas, abrangendo períodos da ocupação cananéia, israelita, assíria, egípcia e persa. 

Shalom, Israel!

quinta-feira, julho 02, 2020

ACHADO EM JERUSALÉM SINETE DOS DIAS DE ESDRAS E NEEMIAS

Depois que o rei babilónico Nabucodonozor atacou Jerusalém e destruiu o Primeiro Templo no ano 586 a.C. os judeus foram exilados para a Babilónia, onde ficaram por mais de 50 anos. Segundo o relato dos Livros de Esdras e Neemias, foi nessa época que o rei Ciro o Grande se tornou o rei da Pérsia, possibilitando os judeus a poderem retornar a Jerusalém e erigirem o Templo. 
Têm sido encontrados muito poucos artefactos desse período persa (536 a 333 a.C.). Na passada Terça-Feira, dia 30 de Junho de 2020, a Autoridade para as Antiguidades de Israel anunciou a descoberta de mais duas peças arqueológicas dessa era. Nas escavações em curso no parque Givati Lot, arqueólogos da AAI e da Universidade de Tel Aviv acharam um sinete (bula) e uma marca cunhada em cacos de cerâmica. 

Estes selos (sinetes) fornecem uma evidência importante: "O achamento do sinete (carimbo) e da marca do selo na Cidade de David indica que apesar da terrível situação da cidade após a destruição, foram feitos esforços para trazer as autoridades administrativas à normalidade."
Jerusalém continuou assim a desempenhar um importante papel burocrático durante o período persa.

O pedaço de cerâmica agora encontrado deveria pertencer a uma peça grande, como um jarro, e revela uma pessoa sentada numa cadeira, num estilo babilónico, pensando-se representar um rei, com os símbolos dos deuses Nabu e Marduk. 
Tal como os pesquisadores explicaram: "Descobrir estes novos achados na parte ocidental da Cidade de David acrescenta muita informação acerca da estrutura da cidade durante o período do retorno a Sião." À medida que as escavações prosseguem, poder-se-à aprender mais sobre essa época e enriquecer o nosso entendimento do mundo descrito nos livros de Esdras e Neemias.

Shalom, Israel!

segunda-feira, julho 08, 2019

CIDADE BÍBLICA DE ZICLAGUE DESCOBERTA PELOS ARQUEÓLOGOS EM ISRAEL


"Então lhe deu (a David) Aquis naquele dia a cidade de Ziclague. Pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá até ao dia de hoje. E todo o tempo que David permaneceu na terra dos filisteus foi um ano e quatro meses" - 1 Livro do profeta Samuel 27:6-7.
A meio das suas dramáticas fugas do ódio e inveja do ainda rei Saul, o futuro grande rei de Israel, David, viu-se obrigado a se refugiar na região dos inimigos de Israel, os filisteus. Tendo achado graça aos olhos do rei filisteu Aquis, o futuro rei pediu-lhe uma cidade de refúgio onde se pudesse proteger das intermináveis perseguições do rei de Israel. Aqui, o rei de Gate, concedeu-lhe então não só abrigo na cidade de Ziclague, como lhe ofereceu a própria cidade em si.


                DESCOBERTA PELOS ARQUEÓLOGOS 
Após décadas de buscas e mais buscas, os arqueólogos conseguiram finalmente encontrar e escavar a cidade bíblica de Ziclague, por diversas vezes mencionada nos textos sagrados do Velho Testamento, prevendo-se que esta incrível descoberta venha inflamar o antigo debate sobre a historicidade do rei David, que alguns incrédulos continuam teimosamente a pôr em causa.
Os arqueólogos e os peritos no local fizeram análises aos artefactos achados no local desde 2015 através do método do carbono 14, tendo hoje anunciado que o sítio arqueológico agora chamado de Khirbet a-Ra'i, nas colinas da Judéia, será de facto a antiga cidade refúgio do rei David, que dali subiria ao trono em Hebron. 
A cidade bíblica de Ziclague situa-se entre Qiryat Gat e Laquis. 
Segundo um comunicado conjunto feito à imprensa pela Universidade Hebraica de Jerusalém e a Autoridade para as Antiguidades de Israel, os arqueólogos descobriram as ruínas de uma povoação filistéia, datando dos séculos 12 - 11 a.C., que se transformou numa povoação rural no século 10 a.C., o que é confirmado pelos relatos bíblicos. O método de datação carbono 14 apoia o período e a identificação sugeridos pelos arqueólogos.

BASE MILITAR DO FUTURO REI DAVID
Segundo o credível relato bíblico, David instalou-se durante 14 meses em Ziclague sob a protecção do rei filisteu Aquis de Gat, com 600 homens e suas famílias, usando a cidade como base para atacar cidades vizinhas. 
A cidade foi mais tarde atacada e incendiada pelos amalequitas, atraindo a ira de David, que os arrasou por completo.
Segundo o comunicado à imprensa, para além da transição cultural entre as construções dos filisteus e o provável acampamento israelita, a povoação da época de David revela os restos de um intenso incêndio que a teria queimado por completo.
O Livro de Neemias menciona mais tarde Ziclague como base para os judeus que retornaram da Babilónia.

UMA PROCURA DE DÉCADAS
Ao longo destas últimas décadas os arqueólogos têm procurados sinais da antiga Ziclague, tendo sido sugeridos vários locais prováveis, sem que no entanto se tenha chegado a um consenso académico. Os outros locais propostos acabaram por ser deixados de lado pelo facto de não existirem ali sinais da transição entre os traços da cultura dos filisteus e da presença de israelitas dos dias de David, ou ainda por falta de evidências das extensas ruínas provocadas pelos amalequitas, tal como a Bíblia relata.
Segundo os arqueólogos responsáveis por esta expedição, o israelita professor Yosef Garfinkel e o australiano Dr. Gil Davis, o sítio agora denominado Khirbet a-Ra'i apresenta todos os requisitos necessários para a sua identificação com Ziclague.
De acordo com o comunicado conjunto hoje editado, após 7 períodos  sazonais no local em que cerca de 1.000 metros quadrados foram escavados, a equipa arqueológica encontrou evidências de uma povoação da época dos filisteus - 12 - 11 séculos antes de Cristo - entre as quais se encontraram enormes estruturas em pedra e artefactos típicos da cultura dos filisteus, incluindo cerâmica estilizada em depósitos por debaixo de pavimentos de edifícios. 
Esses artefactos, para além de ferramentas em pedra e em metal, são semelhantes aos encontrados em outras cidades filistéias, tais como Ashdod, Asquelon, Ecron e Gate.

Os arqueólogos descobriram até agora nas escavações cerca de 100 vasos completos de cerâmica utilizados para entre outras funções armazenar vinho e azeite.
De acordo com o arqueólogo e perito israelita Garfinkel, os vasos e as tigelas decorados com aquele tipo de polimento manual são típicas do período do rei David. 

ORIGEM FILISTÉIA
O nome Ziclague é de origem filistéia e não tem raízes nas línguas semíticas. Um estudo recente comprova a origem europeia dos filisteus, que terão emigrado para as costas ocidentais de Israel em tempo de crise e de guerras locais.

Mais uma vez...a Bíblia confirmada pela ciência.

Shalom, Israel!


sexta-feira, junho 07, 2019

ARQUEÓLOGOS DESCOBREM PORTÃO DA CIDADE DE BETSAIDA DOS DIAS DO REI DAVID

Após 32 anos de escavações na cidade bíblica de Betsaida, no parque dos Montes Golan, os arqueólogos deram com um portão dos dias do rei David, abrindo assim um novo mundo de possibilidades, opiniões, e teorias sobre o que seria a paisagem ambiente do antigo Israel.
Segundo o professor Rami Arav, da Universidade do Nebraska, e arqueólogo supervisor das escavações, este portão e outros achados encontrados no local desta antiga cidade dão a ideia de que não seriam apenas os reis David e Salomão os únicos nos seus dias de reinado sobre Judá e Israel.

Já no ano passado havia sido descoberto um outro portão na mesma área, tendo sido cautelosamente identificado como sendo parte da cidade bíblica de Zer, um nome usado durante o período do Primeiro Templo. No entanto, este novo portão agora escavado leva-nos até aos dias do reino de David, portanto entre os séculos 11 e 10 a.C.
"Não existem muitos portões de cidades principais (capitais) no país desse período" - afirmou o arqueólogo, acrescentando: "Betsaida era o nome da cidade durante o período do Segundo Templo, mas durante o período do Primeiro Templo chamava-se Zer."
Arav mencionou o texto bíblico de Josué 19:35, que diz: "As cidades fortificadas são: Zidim, Zer, Hamate, Racate, Quinerete."
As escavações e as pesquisas foram patrocinadas pelo Colégio da União Hebraica de Jerusalém, e atraíram arqueólogos do mundo inteiro.

Os achados apresentados pelos pesquisadores apontam para a possibilidade de Betsaida não ter sido um reino israelita, mas sim aramaico. Dentro dos limites da cidade foi encontrada uma estela em pedra com a imagem gravada do deus lua em forma de touro, oriunda do século 11 a.C. Este monumento é uma das outras sete lápides encontradas do mundo antigo, em regiões que vão desde a Turquia ao Egipto. Duas foram encontradas em Betsaida.
Esta rara estela de pedra data do reino de Geshur, que é mencionado na Bíblia como tendo coexistido com o reino de David. Foi eventualmente anexado pelo rei Asael, que governou naquilo que a moderna Síria de hoje. O reino bíblico de Geshur existiu em partes daquilo que são hoje os Montes Golan.
Apesar de a região dos Montes Golan não dever ter pertencido ao reino de Israel, os arqueólogos acham que a capital do reino em Jerusalém seria semelhante à capital da região de Betsaida.

UMA PRECIOSIDADE ARQUEOLÓGICA
Para os arqueólogos habituados a encontrar dificuldades para identificar as épocas e as interligações das mesmas através dos achados descobertos em Jerusalém e outros locais semelhantes, devido ao facto de essas cidades terem sido inúmeras vezes destruídas e reconstruídas, como se já não bastassem as dificuldades para obter as permissões legais para escavar, Betsaida torna-se um paraíso praticamente intocado, com achados originais que possibilitam conhecer-se a verdadeira história que se desenrolou durante as épocas da Bíblia Hebraica e do Segundo Templo. 
"Betsaida é um exemplo único de uma cidade capital dos 11º ao 8º século a.C. disponível para pesquisas arqueológicas, uma vez que não houve conflitos nesta região" - afirmou Arav.
As escavações irão prosseguir neste local, à medida que os arqueólogos vão tentando descobrir tudo que ali existe desde o século 11 a.C. até ao período romano, já depois de Cristo.
Ao longo destes últimos anos de escavações têm sido encontradas várias peças importantes, como uma moeda datada do ano 35 a.C. e que foi cunhada em Acre por ocasião da chegada de Cleópatra e de Marco António. Só existem 12 dessas moedas no mundo inteiro.
Foi também descoberto no ano passado aquilo que se pensa ter sido o pavimento de um templo romano erigido pelo filho de Herodes, Filipe, que ele teria dedicado a Júlia, a filha de Augusto.
Há alguns anos atrás foi também encontrada em Betsaida uma moeda de ouro com a figura do imperador romano Antoninus Pius, que reinou entre os anos 138 e 161 d.C.
Betsaida é hoje um grande foco de crescente interesse para os milhares de turistas evangélicos que a visitam anualmente, uma vez que a cidade está também ligada ao ministério de Jesus na Galiléia.
Os apóstolos Pedro, André e Filipe eram naturais desta cidade.

Shalom, Israel!

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

ENCONTRADO EM JERUSALÉM O PROVÁVEL SINETE DO PROFETA ISAÍAS

As descobertas arqueológicas em Israel e na sua capital Jerusalém continuam não só a revelar coisas importantíssimas que comprovam a veracidade dos relatos bíblicos, como a própria e indiscutível ligação do povo judeu à sua Terra e à sua capital eterna, Jerusalém!
Uma proeminente arqueóloga israelita da Universidade Hebraica, a dra. Eilat Mazar, anunciou esta semana a sua descoberta de um sinete onde consta gravado o nome hebraico de Isaías que, segundo ela, poderá muito bem ter pertencido ao famoso profeta bíblico Isaías.
A ser verdade, esta será uma descoberta fantástica e única, de proporções verdadeiramente bíblicas. 
"Acontece que descobrimos um sinete que poderá ter pertencido ao profeta Isaías, numa escavação arqueológica científica. O nome Isaías está claro" - afirmou a conceituada arqueóloga responsável pela descoberta.
"O sinete de barro mostra na sua parte inferior um cordeiro, um motivo de bênção e de protecção achado em Judá, particularmente em Jerusalém" - escreveu ontem a dra. Mazar na revista "Arqueologia Bíblica."

INCERTEZA
Não se sabe no entanto ao certo se o sinete pertenceu de facto ao profeta Isaías, uma vez que permanece incerto se uma letra poderá ou não estar a faltar.

A gravação no sinete de barro reza assim: "leyesha'yah(u)", em letras hebraicas antigas, que significa: "(pertencente) a Isaías." As três letras hebraicas nun, vav, e yud também aparecem. Depois da letra yud, o canto do sinete está quebrado, levantando a questão se as três letras eram seguidas de uma quarta, aleph, completando a palavra navi (profeta). Em alternativa, o espaço em falta também poderia estar vazio, sem letras nenhumas.
Sem esse canto quebrado confirmando a existência ou a ausência da letra aleph, não se pode assegurar com toda a segurança que o sinete tenha pertencido ao profeta do Antigo Testamento.
Se no entanto isto puder ser confirmado, será a primeira vez que se terá encontrado um artefacto directamente ligado a um profeta bíblico.

LOCAL ONDE FOI ENCONTRADO O SINETE
Este sinete foi encontrado a cerca de 3 metros de onde, em 2015, a dra. Mazar encontrou um outro artefacto semelhante a este, pertencendo ao rei Ezequias, que reinou em Judá entre 727 e 698 a.C.
"É bem conhecida a estreita ligação entre o rei e o profeta" - afirmou a arqueóloga, acrescentando: "Encontrar um sinete do profeta Isaías perto do do rei Ezequias não seria de todo improvável. Não seria a primeira vez que sinetes de duas personagens bíblicas foram encontrados a curta distância um do outro."
A dra. Mazar referia-se a dois sinetes pertencentes a Jucal, filho de Selenias, e a Pasur, filho de Malquias (Yehukhal ben Shelemiyahu ben Shovi e Gedaliyahu ben Pashur), ambos altos oficiais na corte do rei Ezequias - Jeremias 38:1. Os respectivos sinetes foram achados em 2005, na Cidade de David, a escassos metros um do outro. A arqueóloga assinalou que ambos os nomes estão mencionados no mesmo versículo bíblico: "Ouviram pois Sefatias, filho de Matã, e Gedalias, filho de Pasur, e Jucal, filho de Selemias, e Pasur, filho de Malquias, as palavras que anunciava Jeremias a todo o povo" - Jeremias 38:1. 
Este tipo de sinete não era usado pelas pessoas comuns, pelo que simboliza a elevada posição de uma pessoa na sociedade.
"Um sinete não era uma coisa comum pertencente a gente normal" - explicou a dra. Mazar, acrescentando: "Pessoas importantes que necessitavam de um sinete tinham-no para selar documentos ou lacrar pacotes. Nenhuma outra personagem era tão próxima ao rei Ezequias como o profeta Isaías, pelo que se torna óbvio assumir que ele seria possuidor deste sinete. Se assim for, isto prova que ele possuía um estatuto elevado."
O verso do selo revela a gravação de tecido. A dra. Mazar sugere que o tecido possa ter pertencido a um pacote que o profeta estaria enviando, marcando-o com o seu próprio selo (sinete). A arqueóloga sugeriu ainda uma intrigante e significativa possibilidade daquilo que o pacote poderia conter:
"Isto é uma reminiscência da história do profeta Isaías curando o rei Ezequias através de uma pasta de figos" - imaginou Mazar, apontando para uma narrativa bíblica: "E dissera Isaías: Tomem uma pasta de figos, e a ponham como emplastro sobre a chaga; e sarará." - Isaías 38:21. 
"Talvez ele tenha colhido figos especiais seleccionados para o rei e posto um selo para que ninguém lhes tocasse" - especulou a arqueóloga, acrescentando no entanto: "Nós não sabemos, mas há muitas possibilidades."
O que se torna ainda mais interessante é a marca de um dedo visível no barro, talvez do próprio profeta Isaías.

RELAÇÃO COM A BÍBLIA
A ARQUEÓLOGA, DRA. EILAT MAZAR
Ainda que não se declare religiosa, a dra. Mazar utiliza a Bíblia como recurso para as suas pesquisas:
"Procuro a realidade por detrás das histórias, visto que a realidade está claramente escrita aqui (na Bíblia). Mas a Bíblia deve ser examinada segundo as provas arqueológicas" - vincou a arqueóloga, acrescentando: "Fui educada na arqueologia a relacionar-me com a Bíblia como a mais importante fonte histórica, a examiná-la e a reexaminá-la."

Shalom, Israel!





quarta-feira, janeiro 31, 2018

ABERTO HOJE AO PÚBLICO UM NOVO E IMPRESSIONANTE SÍTIO ARQUEOLÓGICO PERTO DE JERUSALÉM

Foi hoje inaugurado pelas autoridades israelitas um novo parque arqueológico "extraordinariamente belo" na localidade de Ein Hanya, perto da capital Jerusalém, onde os arqueólogos revelaram uma abundância de achados.
Foram 5 anos de escavações, mas os resultados são impressionantes: a segunda maior nascente de água dos Montes da Judéia, e um lugar de grande importância para a História do cristianismo.

Este novo parque arqueológico agora aberto ao público terá entradas gratuitas durante alguns meses. Entre outras descobertas, poderão ver-se uma coluna capital característica de estruturas reais da época do Primeiro Templo e uma das moedas mais antigas alguma vez encontradas na região de Jerusalém.
As escavações decorreram entre 2012 e 2016 neste parque que faz parte do vale de Refaim: "O resultado é um sítio extraordinariamente belo, incorporando arqueologia, uma antiga paisagem e uma visita memorável" - afirmou um porta-voz da "Autoridade das Antiguidades de Israel."

Foi também encontrado no local um grande sistema de tanques de água datando do período bizantino. 
"Este tanque foi construído no centro de um espaçoso complexo no sopé de uma igreja ali existente no passado. Colunas e tectos foram construídos à volta do grande tanque, dando acesso às alas residenciais" - informou Irina Zilberbod, directora das escavações.
Irina acrescentou "ser difícil saber qual o uso do tanque - se seria para irrigação, lavagens, ornamento, ou até para cerimónias baptismais." A arqueóloga acrescentou ainda que a água do tanque escoava por uma rede de canais até um "magnífico" ninfeu - um monumento parecendo uma fonte e consagrado às ninfas, especialmente às da Primavera.

Segundo o comunicado feito sobre as descobertas, muitos dos achados datam da época do Primeiro Templo de Jerusalém, de há 2.400 a 2.800 anos atrás.
A principal descoberta dessa época é uma coluna capital proto-iónica, um elemento artístico típico das estruturas e estados dos reis do período do Primeiro Templo, um elemento visível nas moedas actuais de 5 shekels.
Colunas semelhantes a esta têm sido encontradas na Cidade de David, na capital Jerusalém, e em Ramat Raquel, onde foi descoberto um dos palácios dos reis de Judá, e ainda em Samaria, Megiddo e Hazor, cidades importantes na antiga dinastia de Israel.

Um outro achado importante dessa época foi uma raríssima moeda em prata descrita como uma das mais antigas alguma vez encontradas na região de Jerusalém. Trata-se de uma antiga dracma grega, "cunhada em Ashdod por governadores gregos entre 420 e 390 a.C."
Outras moedas, vasos, vidros, telhas e pedaços de mosaico da época bizantina foram também descobertas nas escavações, levando os arqueólogos a dizer que terá sido durante essa época (4º ao 6º século d.C.) que a localidade atingiu o seu auge.

LOCAL DO BAPTISMO DO EUNUCO?
"Acreditamos que alguns antigos comentadores cristãos identificaram Ein Hanya como o sítio onde o eunuco terá sido baptizado, tal como se encontra descrito em Actos 8:26-40" - afirmou o Dr. Yuval Baruch, arqueólogo do distrito de Jerusalém.
"O baptismo do eunuco por Filipe foi um dos elementos chave para o avanço do cristianismo" - informou o arqueólogo, acrescentando: "Por isso mesmo, identificar o lugar onde isso aconteceu manteve os peritos ocupados por muitas gerações, tornando-se um motivo importante na arte cristã. Não é de admirar pois que este sítio pertença ainda a cristãos, sendo até o foco de cerimónias religiosas organizadas tanto pela Igreja Arménia como pela Igreja Etíope."

Shalom, Israel!

terça-feira, janeiro 17, 2017

ENCONTRADAS PROVAS ARQUEOLÓGICAS DA CAPTURA DE EDOM PELO REI DAVID

As ruínas de uma fundição de cobre e de um muro datando do século 10 a.C. foram descobertas durante escavações em curso na região das minas de cobre de Timna, na região do deserto de Arava, no sul de Israel, dando crédito à descrição bíblica da captura de Edom nos dias do rei David.
O muro da fortificação teria originalmente centenas de metros de comprimento e 5 de altura.
Muitas pedras de funda foram encontradas perto do edifício, podendo ser evidência da grande batalha narrada em 2 Samuel 8:13.
"Temos mais que suficientes provas arqueológicas para concluir que os mineiros que trabalhavam nas minas de Timna não eram humildes escravos, como tem sido assumido, mas sim mineiros experientes que supervisionavam o complexo e que exigiam o trabalho dos aprendizes" - informou o Dr. Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv, responsável pela equipa de arqueologia bíblica que escavou o muro.
"Estamos hoje descobrindo cada vez mais evidência de uma sociedade concentrada e hierárquica que interagia intensamente com os seus vizinhos, o que corresponde aos textos da Bíblia e de outras fontes" - acrescentou o arqueólogo.

Shalom, Israel!


quarta-feira, agosto 17, 2016

SINAGOGA DOS DIAS DE JESUS DESCOBERTA NA GALILEIA, CONFIRMANDO OS RELATOS DO NOVO TESTAMENTO

Foram descobertas ruínas de uma estrutura fora do habitual que funcionava como sinagoga na época do Segundo Templo. As escavações que trouxeram à luz esta estrutura estão a ser conduzidas em Tel Rechesh, em pleno parque da reserva natural de Nahal Tavor, na baixa Galiléia.
Esta sinagoga é uma das oito até agora descobertas em Israel datando do período do Segundo Templo, portanto contemporâneas de Jesus. 
Segundo o Dr. Motti Aviam, pesquisador sénior do Instituto Arqueológico Galileu, "esta é a primeira sinagoga descoberta na área rural da Galileia, confirmando a informação histórica do Novo Testamento, onde se refere que Jesus pregava em sinagogas nas aldeias da Galileia."
No primeiro século d.C. uma grande propriedade agrícola foi criada naquele tel (uma colina composta por camadas de achados arqueológicos). Os edifícios da propriedade agrícola incluíam uma estrutura contendo uma grande sala medindo 8 x 9 metros. As paredes da sala estão alinhadas com bancos habilmente construídos em mármore. 
Os arqueólogos também descobriram ao longo da parede norte duas grandes pedras em basalto que formavam parte de um altar para rituais que já era usado cerca de 1.500 anos da época da sinagoga num templo numa cidade cananita existente no mesmo lugar.

Mais uma prova insofismável da veracidade dos relatos do Novo Testamento, ao mesmo tempo que uma atracção para todos quantos, como eu, ambicionam conhecer de perto todos os locais onde o nosso Senhor Jesus caminhou!

Shalom, Israel!


quinta-feira, dezembro 03, 2015

IMPRESSIONANTE DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA EM JERUSALÉM CONFIRMA RELATO BÍBLICO

Quase todos os dias são descobertas peças arqueológicas em Israel que comprovam a veracidade dos relatos bíblicos, que alguns tentam denegrir, mas que a ciência acaba por comprovar. E se há um "terreno" propício a estas descobertas, é exactamente na terra de Israel, e mais especificamente na sua capital, a Cidade santa de Jerusalém.
Mas de vez em quando surge um achado que deixa os arqueólogos e biblicistas verdadeiramente estupefactos. Foi o caso do impressionante achado de um selo do rei bíblico Ezequias nas escavações na parte sul do Monte do Templo, sendo esta a primeira vez que se encontra um selo real de um monarca judaico ou israelita.
Esta descoberta foi feita pelo Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, sob a direcção do Dr. Eilat Mazar, durante as escavações no parque arqueológico Ophel, no sopé da muralha a sul do Monte do Templo.
Esta impressão de um selo real pertence ao rei Ezequias, um rei de Judá que governou em Jerusalém entre os anos 727 e 698 a.C.
Medindo 9,7 x 8,6 mm, este selo real foi impresso numa placa de barro com 3 mm de espessura. À volta da impressão nota-se uma marca deixada pelo rebordo do sinete do rei no qual o selo foi colocado.
A gravação do selo exibe uma inscrição na antiga escrita hebraica, que se lê: "לחזקיהו [בן] אחז מלך יהדה" - pertencendo a Ezequias (filho de) Acaz, rei de Judá."
A gravação é acoplada de uma imagem de um sol com duas asas voltadas para baixo e flanqueadas por dois símbolos egípcios simbolizando a vida.
Peritos descreveram alguns outros detalhes subtis acerca do artefacto, confirmando que foi originalmente utilizado para selar um documento escrito num rolo de papiro que era depois enrolado e amarrado com cordas finas, deixando uma marca no reverso da placa onde o selo foi gravado.
Esta placa, denominada "bulla", foi encontrada no meio de outras 33 que estavam no meio de entulho originário da época do rei Ezequias, e que exibem nomes hebraicos.

COMPROVAÇÃO BÍBLICA
Esta descoberta vem mais uma vez comprovar e trazer à luz a revelação bíblica sobre o rei Ezequias, um dos mais rectos reis de Judá, positivamente descrito nos Livros de 2 Reis, Isaías, e 2 Crónicas, bem como nos livros das crónicas dos reis assírios Sargão II e seu filho Senaqueribe, contemporâneos de Ezequias.
Segundo a descrição de 2 Reis 18:5, "No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele."

Shalom, Israel!

terça-feira, janeiro 20, 2015

DESCOBERTO O PROVÁVEL LUGAR DO JULGAMENTO DO MESSIAS JESUS

Está aberto ao público pela primeira vez o lugar do julgamento do Messias Jesus, em Jerusalém.
O local tem sido escavado ao longo de anos, e fica no coração da Cidade velha de Jerusalém, a capital eterna de Israel.
Situado por baixo do edifício abandonado de uma antiga prisão usada pelos turcos otomanos e também pelos ingleses, o espaço agora aberto ao público localiza-se no recinto do Museu da Torre de David, um espaço onde se exibe toda a História da Cidade de Jerusalém, desde os seus primórdios até à actualidade. 

Este é um Museu que é ponto de visita "obrigatório" nas excursões que anualmente realizamos a Israel.

Este lugar do julgamento do Messias Jesus faz parte de uma vasta escavação arqueológica que tem tido lugar em 1999 e 2000, mas foi selado durante estes últimos 14 anos devido a falta de fundos.
As obras arqueológicas tiveram lugar para alargar o espaço do Museu da Torre de David. 

PALÁCIO DO REI HERODES
As escavações incluem aquilo que devem ter sido as fundações do palácio do rei Herodes. Segundo a crença de muitos peritos e arqueólogos, foi neste lugar que o governador romano Pôncio Pilatos levou Jesus a julgamento.
O arqueólogo israelita Amit Re'em, da Autoridade para as Antiguidades de Israel, informou que, segundo o historiador judeu e cidadão romano Flávio Josefo, o palácio foi construído no final do 1º século a.C., na parte ocidental de Jerusalém, no local onde agora se situa o Museu.
"Era enorme, com muito outro e muita prata, água corrente e alojamentos para os convidados" - afirmou o arqueólogo.
As ruínas agora trazidas à luz pela Autoridade para as Antiguidades de Israel foram descobertas na área descrita por Josefo e compreendiam um complexo sistema de esgotos.
Conquanto não exista evidência concreta de que o julgamento teve lugar no palácio de Herodes, Re'em lembrou que "desde os primórdios do cristianismo até ao tempo dos Cruzados, a Via Dolorosa" - o caminho que Jesus terá trilhado a caminho da crucificação - "passava pelo palácio de Herodes. O trajecto só foi mudado na época medieval, no século 13."

VISITA IMPORTANTE PARA OS CRISTÃOS
Esta descoberta traz um imenso valor acrescentado ao turismo cristão em Israel, uma vez que evidencia e comprova toda a veracidade dos relatos bíblicos relacionados com o Messias Jesus de Nazaré.
Mais de um milhão de turistas cristãos visitam anualmente Jerusalém.
O director do Museu Eilat Lieber espera que agora a antiga prisão se torne uma atracção prioritária para os visitantes cristãos. Os colaboradores do Museu já começaram entretanto a trabalhar com os guias turísticos versados em História para que possam explicar o significado das paredes rugosas que restam e do sistema de túneis cuidadosamente escavados por debaixo do espaço agora aberto.

Shalom, Israel!


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quarta-feira, maio 23, 2012

IMPORTANTE DESCOBERTA MENCIONA BELÉM E PROVA QUE PERTENCIA AO REINO DE JUDÁ



Um pedaço de barro foi encontrado durante as escavações arqueológicas na Cidade de David, em Jerusalém, com a gravação do nome da cidade de Belém em hebraico antigo. O pedaço de barro data do período do Primeiro Templo de Jerusalém (1006 - 586 a.C.), tornando-o na primeira evidência tangível da existência da cidade de Belém em tempos remotos.
Esta dramática descoberta arqueológica foi anunciada hoje mesmo, cinco dias antes de os judeus no mundo inteiro celebrarem o feriado do Shavuot (Festa das Semanas; para os cristãos, o Pentecoste) e ouvirem a recitação do Livro de Rute, que tem lugar em Belém.
Esta peça de barro tem o tamanho de 1,5 cms, e é uma espécie de sinete (selo) usado para carimbar documentos oficiais que podiam ser abertos unicamente por pessoas autorizadas.
Três linhas no selo têm gravadas as seguintes palavras:

בשבעת (Bishv’at)
בת לכם (Bat Lechem)
[למל[ך ([Lemel]ekh)


A escrita significa que o selo foi enviado de Belém para o rei de Jerusalém no sétimo ano do seu reinado.
Eli Shukrun, director das escavações por parte da Autoridade para as Antiguidades de Israel disse ser incerto se a referência ao rei é referente a Ezequias, Manassés ou Josias. Os selos (sinetes) eram utilizados para selar mercadorias taxadas no reino de Judá em finais do oitavo século e sétimo século a.C.
"A taxa poderia ser paga na forma de prata ou produto agrícola como vinho ou trigo" - informou Shukrun, acrescentando: "Esta é a primeira vez que o nome Belém aparece fora da Bíblia, numa inscrição do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém era na verdade uma cidade no Reino de Judá, e provavelmente em períodos anteriores."
Belém é mencionada pela primeira vez na Bíblia no Livro de Génesis, quando é referido o lugar da morte e sepultamento da matriarca Raquel.
Belém é também mencionada no Livro de Rute, como o lugar onde "os filhos de Judá habitavam", incluindo a família de Boaz, que é uma figura central no Livro de Rute, que tem lugar em Belém, excepto nos primeiros versículos.
Belém é também citada no Livro de Samuel como a cidade onde David foi ungido como rei e a localidade onde a sua família morava.
E, mais importante ainda, Belém é mencionada no Velho e no Novo Testamento como o local do nascimento de Jesus, o Salvador, o Messias de Israel!
Shalom, Israel! 

sábado, maio 12, 2012

DESCOBERTAS NO VALE DE ELAH COMPROVAM DESCRIÇÃO BÍBLICA DO TEMPLO DE SALOMÃO

Da "Newsletter da Embaixada de Israel em Lisboa" Nº 137, de 11 de Maio, transcrevemos a seguinte notícia, divulgada também amplamente por outros meios de comunicação, de vido ao seu grande interesse arqueológico e bíblico:

De vez em quando somos brindados com descobertas arqueológicas realmente inacreditáveis e quando essas descobertas vêm comprovar o que está descrito na Bíblia é um momento inesquecível.
É a primeira vez que foram descobertos objectos que evidenciam um ritual Judaico do tempo do Rei David, século X BCE. Estes artefactos, um feito de barro e outro feito de pedra, foram encontrados no Vale de Elah, na zona de    Khirbet Qeiyafa, e o que os torna extraordinários é que correspondem à descrição Bíblica, mais concretamente no Livro dos Reis, do Templo de Salomão.
Neste local encontram-se as ruínas de uma cidade com 3000 anos que é, segundo o Professor Yossi Garfinkel da Universidade Hebraica de Jerusalém, a primeira prova da existência de um governo regional no tempo do Rei David. Esta tornou-se assim a mais importante descoberta para refutar os historiadores e arqueólogos que acreditam que o reino de David não passava de uma pequena aldeia nos arredores de Jerusalém.
Estes artefactos são mais conhecidos na Bíblia como “a arca de Deus” e já foram encontrados em vários locais de Israel, no entanto, a decoração esculpida nestes dois incluem leões e dois pilares mais conhecidos como “Boaz and Yachin”, os mesmos que se podiam encontrar no Templo de Salomão, segundo a Bíblia, e no artefacto de barro foram gravados 3 pássaros que representam o sacrifício dos mesmos no Templo.
Embora se tenham levantado vozes a discordar das opiniões dos professores da Universidade Hebraica de Jerusalém a verdade é que estes achados, por mais pequenos que possam parecer, podem vir a ser uma das mais importantes descobertas arqueológicas em Israel, pois é uma prova concreta de que a Bíblia estava correcta em relação a esta parte da história do Rei David e do Templo de Salomão pelo que podemos   especular que outros textos bíblicos acerca do reinado de David e de toda a envolvente do Templo de Salomão sejam também verdade. 

Acrescentamos nós: não precisamos de especular, pois temos a certeza dos factos relatados na Bíblia, pelo que, tal como temos sempre compartilhado, esta fabulosa descoberta é mais uma no meio de tantas outras que comprovam a realidade que infelizmente só os ignorantes querem continuar a debater e até negar...
A Bíblia tem sempre razão.
Shalom, Israel!

terça-feira, maio 01, 2012

MAIS UM ESPANTOSO ACHADO ARQUEOLÓGICO NO MONTE DO TEMPLO

Mais um espantoso achado na Monte do Templo revela mais uma vez a ligação dos judeus ao Templo e à Cidade de Jerusalém: arqueólogos escavando debaixo do Arco de Robinson (Robinson's Arch) no parque arqueológico próximo ao Kotel (Muro das Lamentações) encontraram os restos de uma estrutura do período do Primeiro Templo debaixo da base do canal de drenagem actualmente exposto.
Esta é a estrutura fisicamente mais próxima do Templo de Salomão até agora escavada.
No solo da antiga estrutura os escavadores descobriram um antigo sinete hebraico do último período do Primeiro Templo. O sinete é feito de pedra semi-preciosa e tem gravado o nome do dono do mesmo:  "Lematanyahu Ben Ho…" ("למתניהו בן הו...""A Matanyahu Filho de Ho..." (o restante do nome não está legível).
O nome Matanias surge na Bíblia nos Livros das Crónicas e dos Reis, numa lista dos nomes dos hebreus que o Rei David indicou para cantarem os louvores a Deus e para realizarem outras funções no Santo Tabernáculo. Poucas linhas depois surge também o nome Natanias (nome do actual primeiro-ministro israelita, Netanyahu), sendo ambos os nomes muito próximos etimologicamente, e tendo o mesmo significado: "Dádiva a (ou de) Deus."
Matanias foi também o nome do 19º rei de Judá, empossado por Nabucodonozor, tendo este mudado o seu nome para Zedequias - 2º Livro dos Reis 24:17.
O sinete tem cerca de 2 cms. de diâmetro. Os sinetes privados do tempo do primeiro Templo serviam para assinar documentos e eram colocados em anéis de pessoas importantes. 
Antes da escavação, os arqueólogos tinham decidido que todo o lixo e entulho extraído desta escavação seria minuciosamente peneirado. Este trabalho de "peneirar" é feito com a ajuda de milhares de crianças das escolas de todo o Israel, no Parque Nacional Emek Tzurim. Nos últimos meses participaram neste trabalho cerca de 4.500 alunos.
O arqueólogo Eli Shukrun comentou o seguinte: "O nome Matanias, tal como o nome Natanias, significa "presente para Deus". Este nomes estão mencionados várias vezes nas Escrituras. São nomes típicos do Reino de Judá do final do período do Primeiro Templo - dos finais do 8º século a.C. até à destruição do Templo em 586 a.C."
E prosseguiu: "Achar um sinete do tempo do Primeiro Templo num local próximo ao Monte do Templo é uma experiência muito rara e comovente. É como uma mensagem tangível da pessoa chamada Matanias que viveu aqui há 2.700 anos. Na antiga estrutura debaixo da base do canal encontrámos também restos de cerâmica típica do período do solo e restos de um fogo."
Shalom, Israel!

terça-feira, fevereiro 23, 2010

DESCOBERTO EM JERUSALÉM MURO DO TEMPO DO REI SALOMÃO!




Uma das mais impressionantes descobertas da arqueologia recente foi agora revelada em Jerusalém: parte da muralha da Cidade claramente comprovada como sendo do tempo do rei Salomão. Nas palavras da arqueóloga Eilat Mazar: "É a construção mais importante que temos em Israel dos dias do Primeiro Templo".
As fortificações em pedra agora escavadas no exterior das muralhas da Cidade antiga de Jerusalém são de há 3 mil anos atrás, portanto do tempo do rei Salomão, e esta descoberta apoia a narrativa bíblica relacionada com esta época.
Se a idade das muralhas estiver correcta, este achado será uma comprovação de que Jerusalém albergava na época um forte governo central que dispunha dos recursos e mão de obra necessários para a construção de fortificações massiças no século 10º a.C.
A secção da muralha agora descoberta tem um comprimento de 70 metros e uma altura de 6 metros, e está numa área conhecida como Ophel, entre a Cidade de David e a parte sul do Monte do Templo.
Foi também descoberta uma portaria interior que dá acesso ao quarteirão real da Cidade e ainda um complexo da realeza junto à portaria, e ainda uma torre de onde se avista uma parte substancial do vale de Kidron (Cedro).
Segundo a arqueóloga: "Uma comparação feita entre estes últimos achados e as muralhas e portões do tempo do Primeiro Templo, bem como cerâmicas encontradas nos locais, permite que afirmemos com elevado nível de segurança que a muralha agora descoberta é a que foi construída pelo rei Salomão em Jerusalém na última parte do 10º século a.C."
E adiantou: "Esta é a primeira vez que foi encontrada uma estrutura dessa época que corresponde com as descrições escritas das construções feitas por Salomão em Jerusalém."
"A Bíblia diz-nos que Salomão edificou - com a assistência dos fenícios, que eram construtores famosos - o Templo e o seu novo palácio, rodeando-os com uma cidade, muito provavelmente ligada à mais antiga muralha da Cidade de David."
Mazar citou especificamente o texto no 3º capítulo do Primeiro Livro dos Reis, que diz: "...até que (Salomão) acabasse de edificar a sua casa, a casa do Senhor, e a muralha de Jerusalém em redor."
A portaria com uma altura de 6 metros foi construída num estilo semelhante ao do período do Primeiro Templo, tal como em Megiddo, Bersheva e Ashdod. Tem um plano simétrico de quatro pequenas salas, duas de cada lado da passagem principal.
Uma grande torre adjacente está também ligada à estrutura agora descoberta, cobrindo uma área de 24 x 18 metros, tendo servido de torre de vigia para proteger a entrada da Cidade. A torre está actualmente localizada debaixo da estrada que ali passa, e necessita de ser escavada.
Foi também encontrada muita porcelana, sendo os jarros "os maiores jamais encontrados em Jerusalém" - segundo a arqueóloga Eilat Mazar, acrescentando que "a inscrição encontrada numa delas prova que pertencia a um oficial do governo, provavelmente a pessoa responsável por supervisionar a provisão de bens alimentares (panificação) para a corte real."
Para além das peças de cerâmica, foram também encontradas na área estatuetas de culto, bem como gravações de selos nas asas das jarras com as palavras "para o rei", testemunhando do seu uso durante a monarquia. Foram também encontrados moldes de carimbos com nomes hebraicos, indicando a natureza real da estrutura.
Dia a dia, a arqueologia vai confirmando a revelação bíblica, digna de toda a credibilidade e respeito. Sinto-me privilegiado por pertencer à geração que vê estes sinais! Ainda que não precise deles para ter fé, estas evidências dão forma à mesma, para testemunho a todos os que "tendo olhos, não querem ver"...
Shalom, Israel!