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quinta-feira, março 17, 2022

SÍRIA VAI ENVIAR 40.000 MERCENÁRIOS PARA COMBATER NA UCRÂNIA AO LADO DOS RUSSOS

Segundo informações dos serviços secretos ucranianos, armas e outros equipamentos irão ser transferidos para Rússia e Bielorússia a partir da Síria num futuro próximo.

Segundo o Ministério da Defesa da Ucrânia, o sanguinário presidente da Síria, Bashar al-Assad, protegido por Moscovo, prometeu enviar para a Federação Russa 40.000 mercenários para combaterem na Ucrânia. A Rússia terá já aberto 14 centros de recrutamento por toda a Síria, incluindo Damasco, Aleppo, Hamma, Raqqa, e Deir ez-Zor. A Rússia irá pagar aos mercenários um salário de 300 a 600 dólares mensais. Sabe-se desde o dia 11 que o presidente sanguinário Putin iria aceitar 16 mil combatentes (terroristas) do Médio Oriente para se juntarem às forças russas que combatem na região ucraniana de Donbas, na parte leste do país. 

Os mercenários terão recebido indicações de que irão realizar "funções exclusivamente policiais para restaurar a ordem nos territórios ocupados", sabendo-se no entanto que a ideia é colocá-los na linha de combate contra as forças ucranianas, o que terá feito baixar "a moral" dos mercenários. Essa "moral" caiu ainda mais quando se aperceberam da chegada de dezenas de militares russos feridos a uma base militar, levando a que alguns se recusassem a participar nas hostilidades. 

Sabe-se ainda que a Chechénia irá enviar mais mil mercenários para combaterem ao lado das forças russas.

Shalom, Israel!


sexta-feira, março 04, 2022

"TAL COMO OS JUDEUS CAÍRAM VÍTIMAS DOS NAZIS, OS UCRANIANOS CAEM HOJE VÍTIMAS DO GENOCÍDIO RUSSO"

O facínora presidente russo aprendiz de Hitler alegou que veio para "desnazificar" a Ucrânia. Só que a Ucrânia tem a terceira maior população judaica do mundo, e a quinta maior do mundo. Sim, esta é a Ucrânia, com um presidente judeu e um ex-primeiro-ministro também judeu. Esta é a Ucrânia, a única república da ex-União Soviética que se pode gabar disto...

HISTÓRIA DOS JUDEUS NA UCRÂNIA

A história da presença dos judeus na Ucrânia não é recente. Ela recua até aos dias de Kyivan Rus, na viragem do século 10. Esses primeiros judeus deram origem ao judaísmo hassídico que hoje em dia é praticado por toda a Europa, em Israel e nos Estados Unidos. Uman, localizada no centro da Ucrânia, é um sítio de peregrinação para os judeus hassídicos de Breslov que atrai regularmente multidões de turistas. 

Apesar da vivacidade dos judeus na Ucrânia, a História nem sempre lhe sfoi pacífica. Há muito que os judeus são visados na Ucrânia, bem como em outras partes da Europa, culminando nas atrocidades massivas do Holocausto. O sítio do memorial do Holocasuto de Babyn Yar em Kiev é dedicado ao chão sagrado onde mais de 30 mil judeus foram assassinados pelos nazis. 

Quase 80 anos depois deste massacre na Ucrânia, o país tem um presidente judeu, votado por esmagadora maioria pelo seu povo, não obstante o esforço russo de semear o antissemitismo entre a população ucraniana. No ano passado, o parlamento ucraniano aprovou uma lei que criminaliza o antissemitismo. Foi esse mesmo memorial judaico que os russos bombardearam no início dos seus ataques à capital Kiev. 

Os invasores russos estão a todo o custo tentar cercar a capital Kiev, tal como os nazis fizeram com Leninegrado. O perigo eminente é de extinção em massa da população ucraniana de Kiev.

Para o chefe do gabinete do presidente herói Kelensky, "a Ucrânia é Israel. Os ucranianos estão caindo vítimas da pérfida guerra russa, tal como os judeus caíram vítimas dos nazis que pretendiam erradicar todos os judeus da Europa. Os invasores russos são motivados e instruídos a cometerem actos de genocídio contra o povo ucraniano. 

Putin e seus párias já revelaram acreditar que não há ucranianos, apenas russos. Eles rejeitam a nossa existência. Eles estão-se esforçando para aniquilar a Ucrânia: o seu povo, cultura, e a sua História. 

Durante a guerra árabe-israelita de 1948, parte da comunidade internacional posicionou-se ao lado de Israel. Família norte-americanas enviaram ajuda, aviões e armas para os seus irmãos judeus. Esta assistência ajudou o povo judeu e o estado de Israel a sobreviverem." 

"Hoje, imploramos às comunidades judaicas e às famílias do mundo inteiro para nos virem ajudar" - pede o chefe do pessoal do presidente. 

"Putin não se ficará só pela Ucrânia. Ele tem os olhos postos na ex-União Soviética, e em toda a Europa central e oriental. Hoje é o povo ucraniano. Amanhã será um outro povo que ele vai querer erradicar."

"Apelamos a Israel e à comunidade internacional que se lembrem das palavras 'nunca mais!' e para que ajam decisivamente para nos assegurarmos de que a História não se venha a repetir na Ucrânia. Os judeus ucranianos, os cristãos ucranianos, e os ucranianos de todas as religiões e etnias precisam da vossa ajuda para que nos possamos defender a nós mesmos, a nossa memória comum e o nosso futuro. Pela Ucrânia, e por toda a humanidade."

Shalom, Israel!

quarta-feira, março 02, 2022

"NÃO VEDES O QUE ESTÁ A ACONTECER?" ZELENSKY APELA AOS JUDEUS PARA QUE GRITEM CONTRA PUTIN

Sendo ele mesmo judeu e descendente de vítimas do Holocausto nazi, o presidente-herói da Ucrânia apelou aos judeus do mundo inteiro para que falem em favor do seu país. Este apelo tem a ver com o atentado criminoso de ontem perpetrado pelas forças invasoras russas contra o maior símbolo do Holocausto da Ucrânia, parcialmente destruído com a barbárie russa.

"Dirijo-me agora aos judeus do mundo inteiro: não vedes o que está a acontecer?" - clamou Zelensky, acrescentando: "É por isso que é tão importante que os milhões de judeus pelo mundo fora não permaneçam agora em silêncio."

"O nazismo nasce do silêncio" - alertou o presidente, acrescentando: "Por isso gritem pela morte de civis ucranianos!"

Num vídeo ontem postado, o presidente Zelensky alertou que a Rússia está a tentar apagar a História da Ucrânia, e especificamente os judeus. Essa declaração foi feita imediatamente a seguir ao bombardeamento do memorial ao Holocausto Babyn Yar, assinalando o lugar do maior massacre de judeus perpetrado pelos nazis. Ainda que falando em ucraniano, a postagem também apareceu na língua hebraica no Facebook. 

Shalom, Israel!

terça-feira, março 01, 2022

RÚSSIA BOMBARDEIA EM KIEV O MAIOR CEMITÉRIO EUROPEU COM VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

Provavelmente pela proximidade, o bombardeamento desta tarde da torre da TV ucraniana pelas tropas russas, acabou por danificar também o espaço adjunto onde se encontra o grande memorial do Holocausto de Babi Yar, em memória aos 34.000 judeus que ali foram assassinados há 80 anos pelos nazis. 

O ataque à torre de TV na capital Kiev provocou 5 mortos.

O memorial de Babi Yar, atingido pelas explosões, fica num imenso cemitério onde estão depositados os restos mortais de 34 mil judeus ali assassinados em 1941 quando a cidade de Kiev se encontrava sob ocupação nazi. O massacre foi realizado por tropas das SS com a colaboração de locais. 

O presidente-herói da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reagiu de imediato ao ataque: "A todo o mundo: qual é a razão de andarem durante 80 anos a dizer 'nunca mais', se o mundo fica silencioso quando um abomba cai no mesmo sítio de Babi Yar? Pelo menos 5 mortos. É a História a repetir-se" - afirmou o presidente, ele mesmo judeu e descendente de vítimas do Holocausto.

"Mais uma vez estes bárbaros estão assassinando as vítimas do Holocausto!" - acrescentou o chefe de pessoal do presidente.

Natan Sharansky, chairman do Centro Memorial Babi Yar e antigo chefe da Agência Judaica, afirmou numa declaração: "Putin está tentando distorcer e manipular o Holocausto para justificar uma invasão ilegal de um país democrático estrangeiro. Isso é inteiramente abominável. O facto de ele começar a atacar Kiev bombardeando o sítio de Babi Yar, o maior dos massacres nazis, é simbólico." Sharansky referia-se às alegações de Putin anteriores à invasão de que estava a fazê-lo, em parte, para "desnazificar" o país...

"Nós, aqui no memorial do Holocausto de Babi Yar, construído no maior cemitério europeu do Holocausto, trabalhamos para preservar a memória histórica depois de décadas de supressão soviética da verdade histórica, para que assim os males do passado nunca sejam repetidos. Não podemos permitir que a verdade - mais um avez - se torne vítima da guerra" - afirmou Sharansky, nascido na Ucrânia. 

Antes do ataque, o centro memorial do Holocausto de Babi Yar tinha emitido uma declaração, na qual condenou duramente Putin e a sua invasão, e apelando a que ele seja investigado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra. 

Shalom, Israel!


sexta-feira, fevereiro 25, 2022

A CRISE NA UCRÂNIA É UM ALERTA A ISRAEL DE QUE NÃO PODE DEPENDER DOS SEUS ALIADOS

A falta de compromisso sério das nações europeias e dos EUA para com a nação ucraniana mostra o quão ilusório é confiar naqueles que hoje se dizem nossos aliados, mas que amanhã nos podem deixar à nossa sorte...

Ontem mesmo, o presidente judeu da Ucrânia, Zelensky desabafou, com visível tristeza e desilusão, o abandono a que tem sido sujeito por parte dos "amigos" da NATO e não só. Os líderes europeus e norte-americanos fartam-se de falar em condenações e sanções, mas isso não preocupa em nada a Rússia, sentada em formidáveis reservas financeiras calculadas em 600 biliões de dólares, reservas incalculáveis de petróleo, minerais e confiante na parceria económica com a China, com a qual tem feito uma aliança que envolve a área militar.

Israel encontra-se numa situação delicada, uma vez que tem acordos com a Rússia, em especial no que concerne à vizinha Síria. Mas Israel também precisa das importações da Ucrânia, para além do forte relacionamento que tem com aquele país.

A administração Biden está mais uma vez a demonstrar a sua debilidade após a retirada atabalhadoada e vergonhosa do Afeganistão. E se há alguém a observar com atenção o comportamento da administração norte-americana é a China, ansiosa de invadir Taiwan, mas também o Irão, com um pérfido e enganador acordo nuclear que, mais tarde ou mais cedo, permitirá que o regime dos aiatolás consiga produzir a bomba atómica e atacar Israel. 

A forma fragilizada com que os EUA estão a enfrentar a Rússia só vem provar que, quando se tratar de Israel, ou se absterá de intervir, ou limitar-se-à ao mero palavreado e às inúteis sanções económicas, levando a que Israel tenha cada vez mais de convencer-se que só pode contar consigo mesmo. E com Deus, obviamente.

Shalom, Israel!

Shalom, Israel!