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terça-feira, fevereiro 24, 2026

INAUGURADA EM JERUSALÉM A EXPOSIÇÃO COM O "GRANDE ROLO DE ISAÍAS" - O MAIS ANTIGO COMPLETO LIVRO DA BÍBLIA ATÉ HOJE ENCONTRADO


Com a presença do presidente de Israel, Isaac Herzog e outras altas individualidades, foi ontem inaugurada no Museu do Livro, em Jerusalém, a grande exposição temporária "Sons do Deserto" que, entre outras preciosidades, tem em exibição o rolo completo do Livro de Isaías, com cerca de 7,17 metros de comprimento, tratando-se do livro da Bíblia completo mais antigo até hoje encontrado. Segundo os peritos, este "tesouro" terá sido copiado por volta do ano 125 a.C., tendo portanto perto de 2200 anos!


Para os amantes das Escrituras, esta visita é uma "obrigação histórica" e única, uma vez que esta é a primeira vez desde 1968 que esta cópia é exposta, e não se sabe quando e se o será mais alguma vez...

Devido às condições de preservação e de espaço, só poderão entrar um máximo de 25 visitantes de cada vez e por um tempo máximo de 10 minutos. A exposição estará patente até Junho próximo, e pode ser visitada mediante reserva antecipada.

O artefacto encontra-se resguardado dentro de uma caixa especial confeccionada na Bélgica, permitindo aos visitantes observar cada centímetro do livro. Crê-se que este exemplar com várias partes cosidas entre si foi cuidadosamente preservado e colocado numa das grutas de Qumran por volta do 2º século antes de Cristo, até ser descoberto no século XX. 


A exibição começa com um pequeno filme explicando como o rolo foi encontrado em 1947 por beduínos no deserto da Judéia, juntamente com outros manuscritos, o que é considerada a maior descoberta arqueológica do século XX. O rolo foi inicialmente vendido a um negociante de antiguidades, posteriormente a um arcebispo sírio da Igreja Ortodoxa Síria em Jerusalém, tendo finalmente sido comprado por um anónimo em 1954 após o arcebispo ter levado o mesmo para Nova Iorque, esperando conseguir um comprador norte-americano. O rolo foi exibido por inteiro quando da inauguração do Museu de Israel em 1965, mas os curadores perceberam imediatamente que ele precisava de ser guardado em condições melhores. O actual Museu do Livro tem em exposição permanente uma cópia exacta deste rolo de Isaías, e que tem sido vista por milhões de visitantes.


A exposição também inclui algumas peças de barro e de cerâmica, e ainda panos que foram utilizados para enrolar os rolos.

Maoz e Herzog enfatizaram nas suas palavras de ontem que muitos dos versículos de Isaías tornaram-se parte dos ethos judaicos e modernos de Israel, tais como: "Nação não levantará espada contra nação" e "Confortai, confortai o Meu povo".

A exibição, que é parte da celebração dos 60 anos do Museu de Israel, estará patente ao público até ao próximo dia 6 de Junho. 

Segundo o curador da exposição Hagit Maoz, "o artefacto descreve essencialmente a importância do Livro de Isaías para o mundo cristão. Isaías é citado umas 66 vezes no Novo Testamento, e é considerado um dos elementos que proclamam de facto a vinda do Messias."

VIAGENS SHALOM NA EXPOSIÇÃO

Como parte da nossa próxima excursão de grupo ao Israel Bíblico, de 29 de Abril a 6 de Maio, temos já reservada esta visita para a manhã do último dia que estaremos em Jerusalém. Neste momento, dispomos ainda de 1 (um) lugar para homem em quarto duplo partilhado, mas, no caso de haver alguém mais interessado, é favor nos comunicar com a máxima urgência a fim de tentarmos conseguir mais algum/uns lugar/es: viagens.shalom@gmail.com. SITE: www.viagens-shalom.com.

Confesso que estou ansioso para chegar ao dia 6 de Maio, quando juntamente com um pequeno grupo contamos desfrutar desta oportunidade única. 

Shalom, Israel!

quarta-feira, setembro 05, 2018

CRÓNICAS DE UMA MEMORÁVEL EXCURSÃO A ISRAEL - 4ª Parte

27 DE AGOSTO DE 2018

Quem nunca viu o deserto ficará certamente impressionado com a imensidão, silêncio e contraste que a vista do deserto da Judeia proporciona: é um espaço muito montanhoso, com muito pouca água e vegetação, extremamente seco, muito quente durante o dia e frio à noite, lugar de abrigo dos beduínos e seus rebanhos, dos répteis e de algumas das raras espécies de animais que por ali vão procurando o seu refúgio.
O deserto da Judeia é por diversas vezes referido nas narrativas bíblicas, desde as travessias dos patriarcas por aquelas bandas, às dramáticas fugas do futuro rei David face às ameaças de morte do rei Saul e que o levaram a refugiar-se nas grutas de Ein Gedi, e, nas páginas do Novo Testamento, através do ministério profético itinerante e extremamente ascético de João Baptista.
 

MASSADA
O último bastião judeu ingloriamente conquistado pelos exércitos romanos foi a montanha de Massada, em pleno deserto da Judeia e próxima ao Mar Morto, onde, após 3 anos de cerco e infrutíferos ataques, os soldados romanos construíram uma rampa que lhes permitiu o acesso a esta fortaleza construída pelo rei Herodes e praticamente inexpugnável, dando conta que os 960 judeus ali resistentes tinham preferido morrer pela sua honra - num horripilante exercício de suicídio colectivo - do que entregarem-se aos invasores romanos. Estava-se no ano 73 d.C., já Jerusalém e o seu Templo haviam sido arrasados pelos cruéis soldados romanos.
Esta foi uma história que chocou o mundo e que ainda hoje leva os pára-quedistas israelitas a proferirem no seu juramento de bandeira no cimo da fortaleza de Massada: "Massada nunca mais cairá!"
A subida ao cimo da fortaleza é feita por um espaçoso teleférico, e a taxa de esforço para esta visita às ruínas é baixa, compensada mesmo assim pela vasta visão que se consegue de toda a planície do Mar Morto e das montanhas de Moabe, do outro lado do mar, no actual território da Jordânia.

No cimo desta montanha podemos visitar o que resta do grande palácio de Inverno que o rei Herodes ali mandou construir, conhecendo-se ainda uma das salas de banhos "turcos" onde a sua família podia desfrutar de todos os prazeres carnais correspondentes à posição social que ocupavam.
Podem-se ainda ver com extrema nitidez as marcas dos acampamentos romanos, em forma de quadrado, e a rampa que permitiu aos romanos invadir o bastião judeu.
Para além das cisternas, celeiros, armazéns e mikvés (tanques para os banhos rituais), pudemos ainda entrar nas ruínas de uma antiga igreja cristã bizantina, e observar algumas das pedras que foram utilizadas pelos romanos para derrubar as muralhas desta fortaleza.

EIN GEDI
A mudança no deserto seco e quase insuportável chama-se "oásis". A palavra em si já revela a diferença entre deserto e um espaço fértil onde se pode encontrar água fresca, daí a presença da vegetação, arvoredo e frondosas tamareiras. Parar e descansar num oásis é de facto uma alegria e conforto para os caminhantes que outrora percorriam as imensidões desérticas a pé, ou montados nos seus camelos ou cavalos. 
EIN GEDI é um lugar paradisíaco, onde podemos descansar à sombra das tamareiras, caminhar pelos trilhos que nos levam a belíssimas e refrescantes cascatas, e encontrar animais raros e cuja presença atrai a atenção imediata das nossas câmaras de fotografar.
Ali se escondeu David quando perseguido pelo rei Saul (1 Samuel 24), e tanto o oásis como os seus vinhedos são mencionados por Salomão no seu Livro de Cantares (1:14).
 
O grupo dos 59 excursionistas conseguiu caminhar até à "primeira estação", ou seja: a primeira cascata visível no trilho e que levou a que alguns não resistissem a entrar na água e refrescar os seus corpos com aquelas águas nascidas literalmente no deserto, e que certamente serviram também de refrigério ao rei David e a muitas outras personagens bíblicas que por ali andaram.
O elevado calor e o cansaço já visível no grupo impediu-nos de arriscar a "segunda estação", onde encontraríamos a segunda cascata, já bem maior, mas acessível apenas aos mais ousados, uma vez que o trilho é bastante irregular e montanhoso, requerendo um elevado esforço que achámos por bem não exigir aos nossos companheiros de viagem.
 
QUMRAN
Com tanto desgaste calórico, as cabeças já não conseguiam pensar noutra coisa que não no merecido repasto. Atendendo a essa solicitação visível nos olhares carentes dos nossos companheiros de viagem - com a qual nos identificámos sem reservas - decidimos encurtar a visita às ruínas de Qumran ao essencial. De facto, Qumram não tem muito para ver. A grande atracção são as grutas onde em 1947 foram encontradas "por casualidade" as ânforas que continham um dos maiores tesouros da História: nada mais nada menos que os famosos manuscritos do Mar Morto, muitos deles com trechos inteiros de livros do Antigo Testamento! Logo essa descoberta despertou a cobiça mundial, sendo até hoje ainda motivo de conflitos legais entre as autoridades israelitas detentoras destes preciosíssimos manuscritos e os palestinianos, que - conforme lhes é habitual - nada fizeram pela cultura, mas sempre se acham senhores do respectivo património...
A descoberta dos manuscritos do Mar Morto foi sem dúvida a maior de toda a ciência arqueológica em todo o século 20, ocorrendo num ano repleto de significado para o povo judeu, o mesmo em que as Nações Unidas aprovaram a partição da Palestina entre 2 povos, o judeu e o árabe.
Em Qumran viveu durante algum tempo uma comunidade de judeus fundamentalistas, os essénios, que ali praticaram uma vida comunitária austera e extremamente religiosa, em contraponto àquilo que julgavam ser a decadência da vida religiosa em Jerusalém.
Tal era a austeridade e a rígida disciplina vividas naquela comunidade, que muitos julgam ter sido possível o profeta João Baptista ter por ali passado e até vivido durante um curto espaço de tempo.
Apesar do calor, pudemos visitar algumas das ruínas dos armazéns, do escritório onde os essénios se dedicavam à cópia dos manuscritos do Antigo Testamento, as cisternas, os mikvés, etc.
 
MAR MORTO
Este mar, referido na Bíblia como "mar salgado" está situado no ponto mais baixo da terra, a mais de 423 metros abaixo do nível das águas do mar.
A sua extrema salinidade (com 8 vezes mais sal que os oceanos) e a presença de inúmeros minerais e fosfatos nas suas águas permite que o visitante não afunde, antes consiga sem qualquer esforço boiar à sua superfície. Milhões de turistas ali se deslocam anualmente para experimentar este fenómeno, mas também para se untarem com a lama preta ali encontrada por todo o lado - uma lama terapêutica, cujos efeitos são reconhecidos para tratamentos de doenças de pele, como a psoríase e outras. Milhares de utentes deslocam-se ao Mar Morto anualmente para estes mesmos tratamentos com resultados verdadeiramente assombrosos nos seus variados spas.
Do Mar Morto são extraídos produtos benéficos para a saúde, encontrados à venda por todas as lojas de Israel e da Jordânia, país que divide a bênção deste mar com Israel.
Descer e flutuar nas águas do Mar Morto é uma "obrigação" para todo o visitante, pelo que a grande maioria dos nossos excursionistas não se fizeram de rogados, e aproveitaram aquela hora concedida nomeio daquela tarde para experimentarem a realidade das águas e divertirem-se à custa das imagens produzidas por corpos untados de lama preta e capazes de flutuar sem esforço à superfície daquelas paradisíacas águas.

DE VOLTA A JERUSALÉM
Mas a nossa casa era Jerusalém. E foi a Jerusalém que subimos, fascinados e deleitados com o relaxamento físico e mental produzidos por aquelas águas. 

Continua...


quarta-feira, fevereiro 08, 2017

DESCOBERTA NOVA GRUTA EM QUMRAN...MAS SEM MANUSCRITOS

Mais de 60 anos depois das primeiras escavações oficiais nas grutas de Qumran que deram origem à descoberta dos famosos manuscritos do Mar Morto, pesquisadores da Universidade Hebraica informaram hoje terem descoberto uma 12ª gruta que se julgava conter mais manuscritos do Mar Morto, tendo as expectativas sido entretanto goradas: não havia manuscritos, apenas um pequeno pedaço de pergaminho numa jarra e uma colecção de pelo menos 7 jarras semelhantes às encontradas nas outras grutas de Qumran.

Segundo os especialistas, trata-se sem dúvida de "uma nova gruta para guardar manuscritos", apenas que já lá não estava nenhum.
Foram apenas encontradas uma arma fumegante e picaretas de beduínos dos anos 40, provando que a gruta foi saqueada nessa altura e os manuscritos levados pelos beduínos.
"Esta escavação empolgante é o melhor que até agora se conseguiu nestes últimos 60 anos em relação à descoberta dos manuscritos do Mar Morto" - afirmou um dos responsáveis da escavação, acrescentando ainda: "Até agora pensava-se que os manuscritos do Mar Morto se achavam em apenas 11 grutas em Qumran, mas não existem dúvidas de que esta é a 12ª."

1947...
A primeira colecção de manuscritos saqueados das grutas junto ao Mar Morto foram adquiridas no mercado negro por pesquisadores israelitas já em 1947, o ano da descoberta dos manuscritos. Durante 20 anos os mesmos estiveram guardados no Museu Rockfeller, em Jerusalém oriental, tendo em 1967 sido transferidos para o Museu de Israel.
Os cerca de 1.000 textos encontrados datam da época do Segundo Templo de Jerusalém - há cerca de 2 mil anos atrás - e compreendem um vasto corpo de documentos históricos e religiosos que incluem os mais antigos textos bíblicos até agora alguma vez encontrados.
Cerca de um quarto de todo o material achado compreende textos da Bíblia hebraica, enquanto que outra quarta parte trata de questões relacionadas com a filosofia de vida característica desta comunidade de essénios que viviam em Qumran.
Entre os poucos achados desta já denominada gruta 12 - "Q12" - encontra-se um laço de couro para atar os rolos dos manuscritos, e um pano para os embrulhar. Para além disso, foram ainda encontrados nesta gruta lâminas de pederneira, pontas de setas, e um sinete.
A actual equipa de pesquisadores planeia continuar as procuras nas grutas da região Norte durante estes próximos meses.

Shalom, Israel!

terça-feira, dezembro 18, 2012

TEXTOS DOS MANUSCRITOS DO MAR MORTO JÁ DISPONÍVEIS NA NET

Um novo site na internet torna acessível a qualquer pessoa com acesso à net o "puzzle" dos fragmentos dos textos encontrados na gruta de Qumran, perto do Mar Morto, em 1947, uma descoberta considerada por muitos como a maior do século 20.
A partir de hoje milhares de fragmentos dos manuscritos do Mar Morto estão disponíveis num novo site do Google e da Autoridade para as Antiguidades de Israel, sendo esta parte de uma iniciativa para disponibilizar os famosos manuscritos a qualquer estudioso ou até aos meros navegadores da net.
Neste site - http://www.deadseascrolls.org.il/ - podem-se encontrar todas as informações sobre esta nova disponibilidade em imagens de alta definição destes fragmentos escritos há cerca de 2 mil anos.
TEXTO DOS SALMOS AGORA DECIFRÁVEL
A Autoridade para as Antiguidades de Israel está no processo de fotografar os milhares de fragmentos que estão na sua posse - peças oriundas de cerca de 900 manuscritos diferentes - utilizando equipamento especial para captação de imagens desenvolvido inicialmente para a NASA. Estas câmaras hi-tech captaram secções visíveis dos manuscritos anteriormente indecifráveis.
Uma equipa da Universidade de Tel Aviv está agora a utilizar as novas imagens para tentar juntar as "peças" - neste caso fragmentos - em secções maiores, que poderão produzir novas informações sobre  o conteúdo de alguns dos manuscritos. Para os peritos, estes fragmentos são o "puzzle final".
UMA DAS GRUTAS EM QUMRAN
Pensa-se que estes manuscritos terão sido escritos ou coleccionados por judeus que deixaram Jerusalém e foram viver para o deserto nos dias do Segundo Templo há cerca de 2 mil anos atrás. A descoberta "casual" dos mesmos em 1947 no deserto da Judéia veio trazer luz sobre o antigo judaísmo, o nascimento do cristianismo e a evolução da Bíblia.
No novo site dos manuscritos do Mar Morto o navegador pode agora pesquisar frases em hebraico ou inglês e encontrar fragmentos que se coadunam com as mesmas, ver os fragmentos segundo as grutas em Qumran onde cada um deles foi encontrado e ver os locais no Google Maps.
MANUSCRITO COM O SALMO 43 
Os manuscritos do Mar Morto estão divididos em 2 classes: "manuscritos bíblicos" (cerca de 230), contendo grandes porções do Velho Testamento, incluindo todos os livros, excepto o de Ester, que não faz parte da Bíblia judaica, e os "manuscritos não bíblicos", contendo escritos religiosos e sobre a vida comunitária do grupo sectário - os essénios - que ali viveram naquela época.
Os manuscritos achados datam desde o 2º século a.C. até ao 1º século d.C. A maior parte da escrita está em hebraico, mas também há 15% de textos em aramaico e alguns em grego. O material dos manuscritos é na maior parte em pergaminho, embora alguns estejam escritos em papiro, havendo o texto de um dos manuscritos sido gravado em cobre. 
Muitos dos manuscritos bíblicos encontrados são muito semelhantes ao "texto massorético", o texto mais aceite da Bíblia Hebraica desde a segunda metade do primeiro milénio d.C. até hoje. A semelhança é notável, quando se considera que os manuscritos do Mar Morto são mil anos mais antigos que os mais antigos textos bíblicos conhecidos!
Muitos dos manuscritos "sectários" encontrados nas grutas de Qumran enfatizam a pureza espiritual e a purificação ritual através da imersão num banho ritual, ou "mikveh", tal como esta visível hoje nas ruínas de Qumran. 
Shalom, Israel!



sexta-feira, fevereiro 12, 2010

4 MULHERES RESTAURAM MANUSCRITOS DO MAR MORTO

Quatro mulheres imigrantes da ex-União Soviética estão encarregadas da conservação e restauração dos famosíssimos manuscritos encontrados há meio século atrás nas margens do Mar Morto.
"Não considero isto um trabalho, mas uma bênção" - afirma uma delas.
E são estas as únicas pessoas no mundo autorizadas a tocar nos manuscritos com mais de 2 mil anos. Têm no entanto de travar uma batalha contra um inimigo resistente: a fita gomada.
As suas armas: pinças, pequenos pincéis e uma paciência infinita...!
O trabalho paciente destas quatro mulheres russas é assegurar que os manuscritos sejam exibidos em condições ideais e restaurar as dezenas de milhares de fragmentos que sofreram não apenas com os estragos do tempo mas também com os esforços de conservação feitos no passado.
E é um trabalho impressionante feito dia após dia ao longo destes últimos 18 anos, principalmente na remoção da fita adesiva que foi utilizada há décadas para unir os vários fragmentos.
"A fita adesiva tinha acabado de ser inventada e naquela altura pareceu ser uma boa solução, mas na década de 60 provou ser um desastre" - informou Pnino Shor, que dirige o Departamento de Tratamento e Conservação de Artefactos na Autoridade de Antiguidades de Israel - "Resíduos de fita adesiva penetraram no pergaminho, causando a sua desintegração".
Segundo Shor, as conservadoras, que trabalham num pequeno laboratório do Museu de Israel em Jerusalém precisarão de outros 18 anos para completarem a tarefa de restauração dos fragmentos.
Os fragmentos são considerados um dos achados arqueológicos mais importantes de sempre e compõem cerca de 900 documentos da maior importância religiosa e histórica. O mais antigo documento data do 3º século a.C. e o mais recente de cerca do ano 70 d.C., quando as tropas romanas destruíram o segundo Templo em Jerusalém.
"Foram escritos num momento crucial da História, quando a civilização ocidental, o judaísmo e o cristianismo estavam-se cristalizando nas religiões que conhecemos hoje" - acrescentou Shor.
"Os manuscritos ensinam-nos sobre a nossa origem comum".
Shalom, Israel!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

ÁRABES QUEREM OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO...

O diário jornal britânico "Globe and Mail" reporta hoje que a Jordânia pediu ao Canadá para se apossar dos manuscritos com 2.000 anos presentemente expostos em Toronto, até ao próximo Domingo no Royal Ontario Museum.
A Jordânia alega que os manuscritos foram encontrados em "território disputado" que Israel capturou à Jordânia em 1967, e pediu ao Canadá para os reter até que a questão da sua pertença seja resolvida. O controle da Jordânia sobre a Judéia, a Samaria e o vale do Jordão - chamado de "Margem ocidental" - desde 1948 a 1967 foi reconhecido apenas por dois países: a Grã Bretanha e o Paquistão.

Um representante do governo do Canadá já disse que "as divergências sobre a propriedade dos manuscritos do Mar Morto deveriam ser resolvidas entre Israel, a Jordânia e a Autoridade Palestiniana, não sendo conveniente para o Canadá intervir como uma terceira parte".

A acusação é feita pelos árabes de que Israel se apossou dos manuscritos, na altura guardados no Museu Rockfeller e os transferiu para o Museu de Israel.

Os manuscritos do Mar Morto são um conjunto de cerca de 900 documentos e textos bíblicos descobertos numa das maiores descobertas arqueológicas do século 20, nos anos 40 e 50, em grutas de Qumran, próximo à parte Norte do Mar Morto. Os textos incluem algumas das únicas cópias conhecidas de textos bíblicos escritos antes do ano 100 a.C. e preservam evidências da vida judaica durante o período do segundo Templo.

Israel por seu lado afirma que nunca reivindicou "ser dona" dos manuscritos, mas que está agindo apenas como "guardiã" dos mesmos, e sendo assim "nós temos o direito de os exibir e os conservar" - citou um porta voz da Autoridade para as Antiguidades de Israel. Adianta ainda que estes manuscritos fazem parte da herança dos Judeus.

Parece incrível até onde chega a ignorância dos árabes... Até estes valiosíssimos documentos copiados por uma comunidade essénia judaica, num tempo em que predominava a presença judaica na Terra de Israel eles querem extirpar aos Judeus! Por este andar, vão também querer os direitos de posse da própria Bíblia...!

Shalom, Israel!