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segunda-feira, agosto 31, 2020

PRIMEIRO VOO DA HISTÓRIA ENTRE ISRAEL E OS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS JÁ ATERROU EM SEGURANÇA


Equipado com sistema de defesa anti-míssil, o primeiro voo comercial da História levantou esta manhã às 11H15 do aeroporto de Ben Gurion, perto de Tel Aviv, tendo chegado em segurança à capital dos Emirados Árabes Unidos, após 3 horas de voo.
Pela primeira vez na História um avião israelita pôde passar por cima dos céus da Arábia Saudita.
Nas palavras do piloto israelita, contente por ter feito um voo directo com muito menos horas do que seria normal, "Este é mais um passo na direcção da paz na região."
O voo da EL AL 971, levou consigo uma delegação de alto nível composta de israelitas e norte-americanos, e sobrevoou praticamente toda a extensão do território da Arábia Saudita até ao seu destino final, Abu Dhabi. 
Os delegados israelitas e norte-americanos irão estabelecer nos Emirados as bases para o alegado acordo de paz "Acordo de Abraão", entre Israel e o estado árabe, promovido pelos Estados Unidos e anunciado no início deste mês.

JARED KUSHNER A BORDO
Entre os passageiros, contou-se entre outros com o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, o conselheiro dos EUA para o processo de paz no Médio Oriente promovido por Donald Trump. Para além de Kushner, seguiu também Robert O'Brien, conselheiro de seguranças dos EUA, e o responsável pela segurança nacional de Israel, Meir Ben-Shabbat.

Este voo histórico é considerado como um virar de página nas relações entre Israel e os árabes, tanto mais que atravessou um país - Arábia Saudita - inimigo de Israel, algo inimaginável até há bem poucos meses atrás.
No momento em que o avião israelita sobrevoava a capital saudita Riade, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu falou para a tripulação desde Jerusalém, saudando este "dia histórico para Israel"
No exterior do avião israelita, foi pintada a palavra "PAZ" em árabe, inglês e hebraico.
Jared Kushner, o "obreiro" judeu norte-americano para o plano de paz do Médio Oriente, afirmou que o primeiro-ministro israelita confia que o presidente norte-americano não venha a pôr em risco a segurança do estado judaico. Essa presunção tem a ver com o plano de venda de aviões F-35 aos Emirados, algo preocupante para Israel, uma vez que pode pôr em causa a supremacia militar daquele país na região do Médio Oriente. 

Em relação à possibilidade de o voo ter sido realizado por cima dos céus da Arábia Saudita, Kushner, sempre positivo, disse que os sauditas haviam sido "muito graciosos", e que aquele voo era "a manifestação daquilo que é possível no Médio Oriente."
E acrescentou: "Podemos tomar isso como um sinal. É um encorajamento para este progresso."
Num recado aos palestinianos, logo após a chegada, Kushner aconselhou-os a "deixar de viver no passado."

Shalom, Israel!

terça-feira, junho 25, 2019

"PAZ PARA A PROSPERIDADE" - ASSIM INICIOU JARED KUSHNER A CIMEIRA DO BARHEIN, CONDENADA DESDE LOGO AO FRACASSO...

Hoje é um daqueles dias em que os olhos do mundo estão focados no Médio Oriente... Israel... Jerusalém! De facto, é assim que a agenda profética se irá cada vez mais desenrolar. A História humana começou naquela região e é lá que tudo indica se encerrará este ciclo civilizacional.
No seu discurso de arranque na cimeira económica a decorrer no Barhein, com o objectivo anunciado de se desenvolverem esforços e recursos para ajudar a economia palestiniana - nada menos do que 50 biliões de dólares, já entretanto rejeitados pelos palestinianos - o mentor do "acordo do século"- ou seja, a tentativa para (mais um) acordo de paz entre israelitas e palestinianos - Jared Kushner, genro do actual presidente norte-americano Donald Trump, tentou uma aproximação aos irados palestinianos, prometendo que "a América não desistiu de vós."
Kushner afirmou que "O acordo numa trilha económica em progressão é uma pré-condição necessária para a resolução dos assuntos previamente insolúveis."
E, para tentar contentar ambas as partes, o judeu praticante Kushner, afirmou no seu discurso inaugural: "Para ser claro, o crescimento económico e a prosperidade para o povo palestiniano não são possíveis sem uma solução justa e duradoura para o conflito - uma solução que garanta a segurança de Israel e que respeite a dignidade do povo palestiniano."
A cimeira económica tem a duração de dois dias, e conta com a presença de homens de negocio do mundo inteiro, incluindo israelitas e palestinianos, embora sem representação oficial.

ENTRETANTO, EM JERUSALÉM...
Tal como anunciado, Jerusalém está a assistir pela primeira vez a uma cimeira trilateral, envolvendo representantes de alto nível das duas superpotências e Israel. A cimeira decorreu durante o dia de hoje, mas só veio demonstrar o quanto a Rússia está comprometida com o parceiro Irão, não abrindo mão da parceria política e económica com o regime ditatorial dos ayatollahs, responsável pela instabilidade actual vivida no Golfo e pelas constantes ameaças a Israel. 
O foco da cimeira foi a questão da Síria e do Irão, tendo o representante russo Nikolai Patrushev afirmado serem "inaceitáveis" as tentativas para "demonizar" a República Islâmica do Irão. O representante norte-americano John Bolton, por seu turno, afirmou que, caso o regime de Teerão ultrapasse o limite estabelecido para o enriquecimento de urânio, "todas as opções estão em cima da mesa."
O representante russo veio ainda criticar Israel, alegando que os ataques aéreos na Síria são "indesejáveis", aproveitando ainda para condenar as tentativas para isolar o Irão. 
Na sua intervenção inicial, o primeiro-ministro Netanyahu apelou para que os três países concordassem em expelir as forças estrangeiras da Síria, acrescentando que Israel não permitirá que o Irão estabeleça uma base militar permanente naquele país vizinho.
Questionado sobre se no caso de o Irão ultrapassar o limite estabelecido no acordo nuclear os Estados Unidos lançariam um ataque, Bolton limitou-se a afirmar que "seria um sério erro o Irão ignorar esses limites."

Confesso que esperava mais desta cimeira. Mas, como ficou bem patente, tudo não passou de mais uma encenação que tenta fazer crer que tudo está sob controle, quando de facto se sabe bem que a Rússia não cederá aos seus interesses económicos e estratégicos, ou não fosse o Irão um dos maiores produtores mundiais de petróleo...

Shalom, Israel!